26 Jan 2021


FMABC alerta sobre os perigos da automedicação contra Covid-19

Publicado em Saúde
Avalie este item
(0 votos)

Antibióticos, anti-inflamatórios, antiparasitários, anticoagulantes. São vários fármacos que entram na lista de medicamentos especulados, de forma precoce e errônea, como supostamente eficazes para tratar ou prevenir a Covid-19. Todos, sem exceção, podem causar danos irreversíveis à saúde, como reações alérgicas, convulsões, sedações, dependência ou até a morte.

Elie Fiss, professor titular da disciplina de Pneumologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), faz importante alerta sobre o perigo que envolve a ingestão de medicamentos sem recomendação. “Essa corrida para as farmácias em busca de medicamentos que supostamente seriam ‘salvadores da Pátria’ é um tremendo erro. Há um grande perigo de haver efeitos colaterais. A hidroxicloroquina, por exemplo, não tem efeito comprovado”, ressalta.

Outro remédio que tem sido procurado é o antiparasitário ivermectina, normalmente utilizado em dose única. A ciência ainda não conhece todos os efeitos provocados pelo uso contínuo, pois o medicamento não foi pesquisado e autorizado para ser administrada dessa forma. “Além disso, a dose que teria efeito viral in vitro, se fosse aplicada proporcionalmente para o ser humano, teria de ser muito maior, sem nenhum estudo que nos mostre eficácia e, principalmente, segurança contra os efeitos colaterais”, explica o professor.

Entre os anticoagulantes, a heparina é outro fármaco que deve ser administrado com prescrição médica e controle contínuo. Seu uso é indicado para tratamento da Covid-19 apenas no caso de pacientes que apresentem alterações nos exames de coagulação. Porém, não deve ser usado para combater infecções virais, tema que ainda carece de estudos. A utilização indiscriminada pode causar sérios danos à saúde.

Na classe dos corticoides, ganha destaque a dexametasona, de uso frequente e bastante conhecido pelos especialistas. Trata-se de outro remédio que necessita de indicação médica para ser administrado. “Não adianta tomar corticoide preventivamente, pois não tem essa função. É indicado quando existem um processo inflamatório. Da mesma forma, a azitromicina é um antibiótico e tem efeito imunomodulador, ajudando a controlar a infecção. Se não existir infecção, vai favorecer as bactérias para que se tornem resistentes a esse fármaco. Se um dia o paciente realmente precisar tomar, são grandes as chances de não produzir o efeito esperado. Por isso, recomendamos fortemente que as pessoas não façam uso de automedicação. Todos esses medicamentos têm efeitos colaterais e devem ser usados com indicação médica, e não indicados por pessoas leigas nas redes sociais sem qualquer parâmetro científico”, finaliza o professor.

Folha Do ABC

A FOLHA DO ABC traz o melhor conteúdo noticioso, sempre colocando o ABC em 1º lugar. É o jornal de maior credibilidade da região
Nossa publicação traz uma cobertura completa de tudo o que acontece na região do ABCDM.

Visite-nos no Facebook

Main Menu

Main Menu