19 Jul 2018


Menos tabaco e mais qualidade de vida

Publicado em Saúde
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O ser humano possui o hábito de associar algumas ações ao prazer, como fumar, por exemplo. O vício no tabaco é preocupante e mobiliza órgãos ligados à saúde todos os anos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que há cerca de 1,1 bilhão de pessoas fumantes no mundo.

 
De acordo com a Revista Veja, a nicotina presente no cigarro é uma substância poderosa capaz de ativar regiões do cérebro ligadas ao prazer. O composto consegue se ligar a doze receptores cerebrais - a maioria deles em uma área chamada tegmental ventral, responsável por fornecer a sensação de prazer. Quando uma pessoa fuma, o circuito cerebral dessa região é acionado, provocando uma sensação de bem-estar.
 
As organizações de saúde desenvolvem campanhas todos os anos para atentar aos fumantes as consequências do vício do cigarro. Atualmente, segundo a Unifesp, o número de fumantes no Brasil alcança 15,6% da população total.
 
Pensando nisso, a psicóloga Carla Ribeiro dá dicas para livrar-se do hábito de fumar de forma saudável. 
 
1. Desassocie o ato de fumar ao prazer
O fumante geralmente liga os horários de folga ao ato de fumar como uma forma de relaxamento. Para quebrar esse padrão, a pausa no trabalho e a cerveja no bar com os amigos, por exemplo, não deve ser entendida como “a hora de fumar”. Segundo Carla, “o fumante deve fumar sozinho e, de preferência, de uma maneira que aquilo lhe transfira uma sensação de desconforto, como em pé na área de serviço".
 
2. Pratique atividades físicas
Um dos maiores problemas causados pela ingestão de nicotina é a indisposição corporal. Para Carla Ribeiro, o exercício físico libera os mesmos neurotransmissores associados à sensação de bem-estar que a nicotina. Por isso é importante ter um hábito saudável de exercitar-se por um período de 30 minutos todos os dias, para ajudar na qualidade de vida e na dependência da substância. Na pausa do trabalho, por exemplo, se houver vontade de fumar, a pessoa pode fazer uma caminhada, olhar as redes sociais, tomar água, conversar com os colegas, para que o cigarro fique de lado.
 
3. Interrompa gradualmente o uso da nicotina
Muitas pessoas pensam que parar de fumar é um exercício “da noite para o dia”, mas é bem mais complexo do que isso. De acordo com os médicos, a nicotina estimula a produção de dopamina, um neurotransmissor associado à sensação de prazer. Quando em processo suspensão da substância, um dos sintomas da abstinência é o mau humor. Por isso, a indicação é que o processo seja feito gradualmente, cerca de 25% a 30% a cada sete dias.
 
4. Evite o álcool e a cafeína
É muito comum que em contato com amigos fumantes no passeio do final de semana a pessoa sinta-se tentava a fumar também. Ingerir álcool ou café desencadeia uma série de processos químicos que aumentam a vontade de fumar. De acordo com a psicóloga, para que o cérebro não reaja dessa maneira é preciso manter distância. 
 
Segundo cardiologistas, o tabagismo não é um hábito, e sim uma doença. Não trata-se apenas de um distúrbio ligado ao prazer, mas de uma dependência capaz de levar à morte. Por isso, é importante procurar um médico para realizar um tratamento eficaz na suspensão total do cigarro.
 
 
Fonte: 
Carla Ribeiro
Psicóloga Clínica e Hospitalar voltada para Saúde do Homem
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Última modificação em Quarta, 03 Janeiro 2018 09:46
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