27 May 2019
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O  saudoso escritor e poeta Rubem Alves num de seus livros mais interessantes (e ele nos deixou vários) lembra das coisas simples que nem sempre valorizamos, mas que nos encantam quando observadas e que fazem parte de nossas vidas,  ao nosso redor, em nosso dia-a-dia. Ele menciona o poeta inglês William Blake num poema em que diz “Ver um mundo num grão de areia e um céu numa flor silvestre”;  e Octavio Paz, mexicano, lembrando  que “todos os dias atravessamos a mesma rua ou o mesmo  jardim ou mesmo muro, e de repente, num dia qualquer, a rua dá para um outro mundo, nossos olhos batem no mesmo jardim  que acaba de nascer, o muro fatigado se cobre de signos”.
Rubem lembra, também:  a  herança que recebeu de seu pai foi um peso de papel de vidro esverdeado e que “quando olho para o peso de papel, não vejo peso de papel, uma insignificância. Vejo o rosto de meu pai”. (pág. 95 do livro A Ostra Feliz Não Faz Pérola,  Editora  Planeta-SP, 2ª edição).
Eu também vejo o rosto de meu pai num objeto da  maior simplicidade que guardo com carinho: uma pequena tábua, miniatura de uma semelhante  de cortar carne, com as iniciais de seu nome e uma data: JVC – 3-3-63,  José Vicente Costa, especial para picar fumo  com o qual fazia seus cigarros de palha que ele fumava e que produzia em série bem guardada para as tragadas posteriores.
Um de meus filhos, mais observador, pergunta-me para que serve essa  taboinha e eu respondo: ela serve como uma lembrança envolvendo uma  saudade.  Repetindo o Rubem Alves quando se refere a um peso de papel que guarda com carinho, onde ele vê o rosto do pai. eu  também revejo o rosto do meu pai na pequenina tábua onde sua letra deixou gravadas as iniciais de seu nome e uma data. Uma coisa tão simples, uma bobagem que para mim guarda um semblante invisível de um pai ausente para sempre.
Interessante que agora ao 96 anos de idade eu tenho do pai lembranças como essa da taboinha onde picava fumo de corda para as delicias de um cigarro mais forte do que os comprados.
Quando eu, solteiro ainda, ligava pra minha casa em Torrinha, ele atendia com a mesma frase carinhosa: “fala, fio” (esse fio (filho) soava como uma carícia na simplicidade de uma voz amiga, sempre distante e sempre tão perto.
Eis as considerações que me sugere uma pequena tábua de madeira com uma inscrição a mão, de alguém que nunca mais verei.

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Dicionários fazem parte do passado. As páginas amarelas e os classificados de jornais há muito estão inutilizados; fotografias em papel tornaram-se raridade; postar uma carta através de correios é uma ação desconhecida para quem tem menos de 15 anos. Até o GPS foi substituído.
Os DVD’s acabaram com as vídeoalocadoras e as empresas de streaming acabaram com os DVD’s, logo as pessoas vão menos aos cinemas. Companias de locação de imóvel para férias na internet derrotaram as agências de turismo e reservas de hotéis são bem menos numerosas por causa de empresas na net que nos permite reservar qualquer casa em qualquer lugar de qualquer computador com conexão.
Aplicativos de mensagens ameaçam empresas de telefonia; redes sociais substituem os meios de comunicação; taxistas perdem espaços com apps de carona, além disso, aplicativos de aluguel de carros estão a se tornar cada vez mais populares. Quer encontrar uma namorada? Pra que sair de casa? Aplicativos fazem isso para você.  
Fabricantes automotivas de armazenamento de energia já produzem carros elétricos de alto desempenho sem necessidade de força humana. Bancos tecnológicos já armazenam o sistema bancário tradicional sem necessidade de papeladas e burocracias; já não há, também, a necessidade de firmar fisicamente um papel – já se pode fazer assinaturas digitalmente sem sair de casa. Quer assistir televisão? Não precisa... a internet está ai para isso! Portal de conteúdos? Esqueça! As redes sociais fazem esse papel.
Quanto tempo acredita que seu emprego atual poderá durar? E ainda quer seguir vivendo como vivia há 15 anos? Difícil.
Quer continuar nesse jogo chamado vida? Reinvente-se. Diariamente. Sempre adiante. Mas não faça isso porque atrás vem gente, mas sim porque há muita gente à sua frente que leva muito mais vantagem.

“Aquele que não luta para ter o futuro que quer, deve aceitar o futuro que vier” – autor desconhecido.

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Esta semana finalmente fui tomar a vacina da Influenza, no Posto de Saúde Municipal de São Bernardo, no UBS Santa Terezinha. Em minha caderneta de vacinação, consta a primeira data de vacinação em 15-05-2008.
A H1N1, quando nos atinge, pode ser fatal. Principalmente em pessoas com seu sistema debilitado.
A sala das aplicações estava vazia. Enquanto a enfermeira se preparava, mais duas senhoras chegaram. Adivinhem, grupos juntos a conversa já flui. Falei que já devia ter tomado, mas... A atrás de mim então uma delas disse que só foi porque o filho insistiu, pois ela tinha ouvido falar do perigo em tomar vacinas. Eu então disse: É, existe um movimento antivacinas. Ela me respondeu que isso acontecia para que, se evitando que os velhos se vacinassem, eles iriam morrer mais depressa, limpando assim a terra mais rapidamente dos idosos.... Pasmem! Que tinha lido isso na internet.
Eu então disse que havia notícias, eu que sou espiritualista, e que me foi dito por uma amiga que também o é, que esses tsunamis, maremotos, enchentes, desmoronamentos, são para limpar o mundo de almas... Como? Impuras ou o que? São famílias que se perdem nesses momentos, que viviam cheios de amor. Digo, isso sim, são acidentes da natureza. Dizem que a natureza está se vingando dos homens. Quem o sabe?
Bom, voltemos ao assunto da vacina. Passamos a conversar falando que o sarampo, malária e outras doenças estavam erradicadas, mas com o fluxo de imigrantes que aqui vieram de outros países, elas também retornaram. E é a vacina que previne. Existem vacinas contra várias doenças como pneumonia, herpes, tuberculose, que só podem ser tomadas em clínicas particulares. O alto custo impede que o povo as tome. Porém, se alguém tiver uma dessas doenças, o preço que fica ao estado é o somatório de muitas vacinas.
Lembrei então quando houve a gripe asiática, penso que foi em 1958, eu fui a primeira pessoa em minha casa que tive. Depois, todos: avós tios, primas e empregadas.  Até a hora do almoço, eu com 18 anos, com ajuda de quem estava melhor, fazia grandes caldeirões de canja. Depois distribuíamos para os parentes e eu ia ser voluntária no Posto de Saúde na Marechal Deodoro. As filas atravessavam a calçada. Primeiro me colocaram fazendo as fichas dos doentes, alguns desmaiando sob um forte sol, e colocando os termômetros para ler a temperatura. Noutro dia introduzindo os pacientes nas salas de médicos e lendo as informações. Tudo era muito rápido. Em seguida já me colocaram na sala das aplicações de injeções. Em uma época que sem termos as descartáveis era tudo esterilizado. Até hoje lembro que eu tinha dúvida nessa esterilização, pois era tudo muito apressado. Eu disse que sabia aprontar a seringa com a medicação, mas nunca tinha aplicado. As enfermeiras então me disseram. Temos que ativar este setor. No braço, assim: Desinfeta e aplica. Na nádega: você a divide mentalmente em quatro e dá na parte de baixo na lateral. Foi assim que eu segui pela vida aplicando injeções em quem precisava. Fiquei lá uns 10 dias na fase crítica. Muitas pessoas vieram a falecer. Do grupo de enfermeiras que lá estavam, almas abnegadas a profissão, estão vivas a Norminha e a Cida, que deveriam receber uma homenagem por serviços prestados a comunidade durante toda sua vida.
Terminando...você já foi se vacinar?
Um abraço, Didi

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Relembrando um dos fatos mais marcantes da política brasileira aconteceu na vida dos paulistas, a partir do dia 23 de maio de 1932. Tal fato ocorreu durante a ditadura Vargas, pois o que era para ser apenas um comício acompanhado de pacífica manifestação política contra o regime, acabou em tragédia. Uma multidão  reunida na Praça da República, em São Paulo, protestava contra o governo para pedir  que o país voltasse  a ter uma Constituição, pois Vargas a tinha rasgado pelo golpe. Em resposta a truculenta polícia do governo de forma desproporcional atacou a multidão, resultando dessa violenta intervenção na morte dos jovens Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Com as mortes foi formada uma sociedade secreta com as iniciais MMDC, destinada ao combate à ditadura. Foi o estopim da reação paulista pois os mortos viraram  heróis, iniciando um grande levante popular. O dia 23 de Maio, foi então marcado para sempre como o crivo de partida para a luta por nova Constituição, cujo intento foi liderado pelos paulistas. É considerado o mais importante  movimento cívico paulista ocorrido  entre 9 de julho e 4 de outubro de 1932, durante 87 dias, visando a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas, como também a grande e última revolta armada   em resposta à ditadura.   O objetivo principal dos paulistas foi o da promulgação de uma nova Constituição para o país, em resposta à Revolução de 1930, implantada por Vargas que decidiu pela quebra da autonomia que os Estados brasileiros gozavam durante a  Constituição de 1891, a segunda e republicana. Na primeira metade do século XX, o Estado de São Paulo experimentou largo processo de industrialização e enriquecimento devido à valorização do preço do café, e da grande articulação do acordo da “política do café com leite” entre São Paulo e Minas Gerais, criada pelo Presidente Campos Salles, e os políticos desses estados se alternavam na Presidência da República. Mas, ocorreu o rompimento dessa combinação política, e o Presidente Washington Luis  lançou  Júlio Prestes como candidato, apoiado por grande maioria dos estados. Com a candidatura de  Getúlio Vargas que foi apoiado para a Presidência e João Pessoa para Vice-Presidente, pela Aliança Liberal por políticos de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba. Em meio à grave crise econômica devido a Grande Depressão de 1929, que derrubou os preços do café, Júlio Prestes do PRP foi eleito Presidente, em 1º de março de 1930, e Getúlio Vargas foi  derrotado. O assassinato de João Pessoa, sem conotação de crime político, foi a deflagração do movimento para impedir a posse de Júlio Prestes, tendo servido dita morte pelos adeptos de Vargas, como motivação de ter sido praticado por algum dos paulistas. No início de outubro de 1930, estoura a insurreição e no dia 24 os rebeldes deram o golpe  liderados pelos  militares do Rio de Janeiro, depondo o Presidente Washington Luis e, em 3 de novembro entregam o poder a  Vargas. Desse modo, Getúlio Vargas que havia perdido as eleições para Júlio Prestes, “manu militari” assumiu o Poder com a Revolução de 1930, dissolveu o Congresso Nacional e instalou a ditadura, impedindo a posse de Júlio Prestes,  então Governador de São Paulo, derrubando ainda Washington Luis, que ocupava a Presidência da República Velha, e ainda invalidando a Constituição de 1891, ainda retirando as garantias constitucionais. Disso, aumentou a insatisfação popular pelo golpe, resultando na deflagração da Revolução de 1932, iniciada no “Dia 23 de Maio”. O restante da história todos sabemos da luta dos paulistas, pela discordância de tamanha arbitrariedade por parte de Vargas, o qual formou com alguns estados brasileiros uma grande força militar e política, assumindo o poder pela ditadura, governando através de decretos e sem qualquer fiscalização financeira e legislativa, pois dominou a todos. Valeu a luta que ficou marcada na história da bandeira paulista das treze listras, símbolo da Revolução Constitucionalista.                

A Associação Comercial de São Bernardo promoveu ‘Painel Internacional de Portugal’ com palestra dos especialistas da consultoria B&G Barelli Gastaldello Zambelo.

Claudio Bretas, presidente do Rotary Clube Santo André, acompanhado da esposa Ana Claudia, na quinta (9), comandou jantar em comemoração ao Dia das Mães. O palco de tudo foi o restaurante Baby Beef.


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