24 Jun 2018


Um pouco da história da Fei em São Bernardo

Publicado em TITO COSTA
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A Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), sediada em São Bernardo,  deve muito ao então  prefeito Lauro Gomes, que doou terrenos para ela instalar-se ali, e também a mim (modestamente) que tive participação direta nas negociações para sua transferência da Rua São Joaquim (Bairro Liberdade) em São Paulo, para a região do ABC. Hoje a Faculdade é uma das mais prestigiadas do país, formando profissionais em vários ramos da engenharia,  graças à inspiração e ao esforço de seu idealizador, o  jesuíta Padre Roberto Sabóia de Medeiros, que a concebeu  como formadora de cabeças e cérebros voltados para as empresas e seu aprimoramento. Trouxe para ela os melhores quadros de professores, muitos vindos da Escola Politécnica de São Paulo. Para citar apenas dois nomes dos mais ilustres de tantos que por ela passaram:  Lucas Nogueira Garcez (que foi governador do Estado)  e Paulo Mendes da Rocha (pai do famoso arquiteto de mesmo nome), ambos diretores da FEI, no meu tempo em que lá trabalhei, como secretário, enquanto cursava a Faculdade de Direito da USP.  
Seu primeiro diretor foi o  Engº Francisco Gayoto, homem sério, tranquilo, que traçou os  rumos iniciais da escola  desde  o ano de 1946, com a primeira turma de 26 alunos (Engenharia Química). Padre Roberto Sabóia de Medeiros (1905-1955) era um jesuíta irrequieto, um dínamo em atividade permanente.  Faleceu aos 50 anos em 31 de julho de 1955, dia de Santo Inácio de Loyola, espanhol, fundador da Companhia de Jesus (Jesuítas).
As instalações da Escola na Rua São Joaquim, em São Paulo, eram insuficientes, sem espaço para sua expansão. Então, a senhora Filomena Frega Gagliardi, que tinha dois filhos ali estudando, doou-lhe um terreno em São Bernardo, altura do km 18. Perfurações feitas na área revelaram a total dificuldade de encontrar água. Inviabilizado seu aproveitamento, foi o terreno devolvido  à doadora.  Certo dia, auxiliar do prefeito Lauro Gomes que fui, desde sua posse em 1952, contei-lhe o fato e sua reação foi imediata: por que não trazer a Escola para São Bernardo?  Farei  doação  de terreno de minha propriedade no Haras Artuélia,  no bairro Alvarenga. A seu pedido fiz contato com padre Saboia, meu amigo  e as conversações tiveram andamento rápido com resultado positivo. Estava selada a vinda de Escola para o ABC, em São Bernardo. Registro a eficiente participação, entre tantas outras pessoas, para o processo de doação, da então secretária Rita Angela Zincaglia, falecida.  
Com a doação do terreno o prefeito Lauro Gomes ofereceu facilidades para a instalação da FEI em SBC: ela veio, expandiu-se e aí está vitoriosa. O nome dele e o de sua mulher dona Nenê (Lavínia Rudge Ramos Gomes) figuram em vários Pavilhões da Faculdade, como seus beneméritos.  
Estes fatos precisam ser contados e lembrados,  e eu assim faço, com orgulho, para que saibam os que ainda não sabem que a FEI muito deve ao  saudoso casal Lauro Gomes por sua fixação em SBC.

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