27 Sep 2020

Publicado em TITO COSTA
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O problema de abusos sexuais sempre ronda grupos ou instituições, mas tanto quanto possível ele não é revelado. Na Igreja Católica, de uns tempos para cá essa questão vem sendo não apenas revelada, mas também objeto de preocupação  e de debates que se travam agora mais publicamente e o Papa Francisco vem enfrentando o problema, sem receio de extravasar seus limites para fora dos altares. Assim é que numa decisão histórica, segundo os jornais revelam, o pontífice resolveu abolir o segredo com que vinha cuidando da matéria, para colocá-la publicamente. Notícia procedente do Vaticano vem mostrando que a questão está sendo objeto de discussão com a ajuda da sociedade civil. E o Pontífice vem colocando mais rigor no trato dessa matéria, publicamente, sobretudo quando se trata de menores objeto de abuso por sacerdotes. Isso porque as queixas, os testemunhos e documentos processuais relativos aos casos de abusos guardados em arquivos em paróquias ou nas dioceses (sede das residencias de bispos e outras autoridades religiosas) estão sendo postos a público para as apurações devidas e correção das irregularidades decorrentes desse tipo de abusos com as punições cabíveis em cada caso. Sem dúvida trata-se de importante decisão papal para enfrentar com coragem,  e de público, a questão. Nesse sentido, a ordem oficial expedida pela autoridade maior da Igreja, está colocada nas dioceses com a obrigação de apurar os casos chegados ao conhecimento dos bispos e de outras autoridades eclesiais.   
Assim, o Vaticano vai cedendo a pressões externas, inclusive da ONU - Organização das Nações Unidas - obrigando-o a expulsar 400 padres em 2011 e 2012 até que no ano passado ganharam tons de escândalo as denúncias da Igreja do Chile envolvendo 178 casos em 144 investigações da Procuradoria Nacional chilena a partir do ano 1960.
Decisão recente, tida como histórica. entre outras, é a que mudou de 14 para 18 anos a idade em que fotos de pessoas possam ser consideradas "pornografia infantil' e assim divulgadas abertamente, como que um desdobramento de ações para apuração e punição de pratica de casos, ao contrário do encobrimento que era orientação anterior.  Aqui no Brasil, o bispo de Bauru Vilson Dias de Oliveira, entre outros casos,  renunciou  sob suspeita de não divulgação de casos concretos de abusos por  parte de autoridades eclesiais.  Sobre a ideia de manter-se sigilo a respeito de abuso sexual diz uma autoridade católica que o segredo quando imposto é para proteger a vítima e não o infrator.
As autoridades responsáveis da Igreja católica, com o cuidado devido a evitar escândalo, têm colaborado no sentido de apurarem-se os casos evidentes, para somente depois da apuração
serem divulgados.
A  Igreja, como instituição humana, embora se lhe atribua caráter de superioridade religiosa, fica sujeita á fragilidade de comportamento de seus representantes mais ou menos categorizados. Em tempo, ainda, foi que decidiu, por determinação papal colocar o dedo na ferida. e assim o faz para a preservação de sua integridade e de seus representantes mais diretos como integrante de uma História de credibilidade e, principalmente, de inspiração superior, divina.

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