16 Oct 2018

Publicado em TITO COSTA
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30/06/2012

O fato político que ocupou manchetes nos jornais e destaque de analistas políticos ocorreu no (histórico) dia 18 deste mês de junho, surpreendendo o mundo político: a visita do ex-presidente Lula com o seu candidato a prefeito de São Paulo Fernando Haddad à residência de Paulo Maluf na Rua Costa Rica em São Paulo. Motivo: o apoio explicito de Maluf e do PP ao candidato do PT em troca de cargos para o seu Partido Popular  e a contrapartida da cessão de um minuto e segundos na campanha pela televisão em favor de Haddad. O fato insólito surpreendeu a todos, especialmente a petistas e populistas, tendo sido relembradas pela imprensa antigas ofensas públicas dirigidas de Lula para Maluf e deste para aquele. Tudo isso ilustrado por expressivas fotos tiradas nos jardins do palacete de Maluf que teria imposto, como condição para o apoio, a visita de Lula e de Haddad à sua residência. E assim se fez, independentemente do significado humilhante para Lula da solerte exigência do ex-governador paulista em cujo mandato foram impostas perseguições e prisões a Lula e trabalhadores em  greve, com o uso de força policial e fechamento do Estádio de Vila Euclides, cedido por mim, então prefeito, para as assembleias dos grevistas.
Mas tudo isso foi esquecido pelo líder metalúrgico convencido de que para tocar a campanha da eleição vale tudo. Menos perder. Princípios, valores éticos, bons exemplos de civismo, deixa prá lá.
Mas o destaque maior, segundo penso, de todo esse episódio que tem suscitado a pergunta "quem manchou a biografia de quem?", foi a foto exibida em cores e tamanhos diversos na mídia: o assustado Haddad,  desapontado e em situação de total desconforto, estreante em embates político-eleitorais, com seu sorriso tingido de amarelo, ladeado pelas duas feras, e visivelmente constrangido por sair tão mal na foto. E assim, os dois caciques políticos, principais protagonistas do episódio, submetem o incauto candidato ao secundário papel de apenas sorrir entre seus algozes.
E pensar que o PT, como diz em manifesto por ocasião de sua fundação, aprovado em 10 de fevereiro de 1980, no Colégio Sion em São Paulo, que ele "surge da necessidade sentida por milhões de brasileiros de intervir na vida social e política do país para transformá-la". Que  enganosa "transformação". Como ocorre com a maioria das legendas partidárias no Brasil, o que se escreve não é o que na prática se faz. E iluda-se quem, ingenuamente, quiser deixar-se iludir!

Tito Costa é advogado, ex-prefeito de São Bernardo do Campo e ex- deputado federal constituinte de 1988. E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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