MIRANTE

08 de Agosto de 2026

Teto
Interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm dito que, em conversas, Lula diz que, no primeiro turno deste ano, sua votação deverá chegar perto de seu teto eleitoral e que não vê margem para ampliar alianças no segundo turno. Ele avalia não existir, no momento, possibilidade de outros candidatos o apoiarem em um provável segundo turno da eleição contra Flávio Bolsonaro (PL). Anteriormente, Lula já havia avaliado que essa disputa presidencial é diferente das outras que já participou devido ao aumento da importância das redes sociais e a possibilidade de interferência estrangeira na disputa.

Neutro
O partido Republicanos, do governador Tarcísio de Freitas, não fará aliança com o senador e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O comunicado foi feito pelo presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), na segunda (3). A decisão foi pautada por levantamento interno do partido indicando que 17 de seus 27 diretórios regionais defendem a neutralidade na eleição presidencial deste ano. A intenção é liberar os estados a apoiarem qualquer candidato a presidente.

Neutro I
Além da federação União Brasil-PP, que já anunciou a neutralidade na disputa, o Podemos também anunciou que ficará neutro na eleição à Presidência, apesar de a presidente nacional da sigla, a deputada federal Renata Abreu, ter sido cotada como candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão de se manter neutro na disputa frustrou expectativas de aliados de Flávio, que buscava o nome de uma mulher para compor a chapa presidencial, como estratégia para conquistar o voto feminino.

Sem mulheres
A eleição presidencial de 2026 será a primeira deste século a não ter mulheres nas chapas presidenciais mais competitivas. De acordo com Folha de S.Paulo, desde 2002, ao menos uma mulher foi candidata a presidente ou a vice-presidente. Apenas duas mulheres compõem uma chapa presidencial, mas com ao menos 1% de intenção de voto nas pesquisas. São elas: Samara Martins (UP), e sua vice, Raquel Bricio (UP). Nas eleições de 2022, três mulheres estiveram em chapas competitivas: Simone Tebet (MDB), que disputou a presidência, ao lado da vice Mara Gabrilli, então no PSDB. Além de Ana Paula Matos, que foi vice na chapa de Ciro Gomes, ambos pelo PDT.

Culpa
Sem o apoio oficial dos principais partidos do centrão, que irão ficar neutros na eleição, membros do centrão veem o isolamento de Flávio Bolsonaro (PL) como resultado da inabilidade de articulação dele. Também culpam a pressão exercida pelo governo Lula (PT). Interlocutores de Flávio responsabilizam até a Polícia Federal e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) por, supostamente, amedrontar os políticos com o avanço de investigações caso apoiassem o presidenciável do PL.

Vacinado
O candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), que durante sabatina do site O Antagonista e da empresa G4, na terça (4), repetiu ser um “Bolsonaro vacinado”, terá que conquistar novos apoiadores. Vale lembrar que, em 2022, o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), concorreu por uma coligação composta por PL, PP e Republicanos. Agora, caso não consiga mais partidos apoiadores, terá que aguardar o segundo turno das eleições, para tentar uma nova investida sobre esses partidos.

Sem boné
O governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou, em entrevista à Rede TV!, na terça (4), que, após o tarifaço imposto pelo governo americano a produtos brasileiros, não voltaria a usar o boné do movimento Make America Great Again (Maga), do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No dia 20 de janeiro do ano passado, Tarcísio publicou um vídeo nas suas redes sociais vestindo boné, para comemorar a posse de Trump na presidência. Na legenda, Tarcísio escreveu: “Grande dia! Make America Great Again”.

Apoio
De acordo com pesquisa Meio/Ideia, divulgada a quarta (5), apenas 20% dos brasileiros afirmam que o apadrinhamento do presidente americano Donald Trump a um candidato à Presidência da República aumentaria as chances de votar no nome apoiado por ele, enquanto 44,9%, ou seja, mais que o dobro, dizem o oposto. Assim, o apoio explícito de Trump a um presidenciável brasileiro poderia ter efeito contrário ao esperado. Este cenário coloca em xeque a estratégia da pré-campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tem explorado sua proximidade com a Casa Branca.

Em Porto Alegre
O prefeito de Santo André e vice-presidente de Reforma Tributária da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), Gilvan Ferreira, participou, em Porto Alegre (RS), de encontro promovido pela FNP para debater os impactos da implementação do novo sistema tributário. Gilvan foi convidado pelo presidente da entidade e prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo. Na ocasião, também foi recebido pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, em agenda institucional, que reforçou a importância do diálogo entre municípios e estados na construção de soluções para o desenvolvimento do país.

Escolha
O presidente do PSDB no Estado de São Paulo, Paulo Serra, após reunião, na terça (4), com a executiva estadual do partido, deliberou, por unanimidade, apoio à candidatura de André do Prado (PL-SP) ao Senado Federal. Além dele, receberá apoio irrestrito da si-gla, Soninha Francine (Cidadania-SP), oficialmente lançada ao Senado, na semana passada, durante a Convenção da Federação PSDB-Cidadania.