DICAS

11 de Julho de 2026

Caminho sem volta

Nos anos 1970, os jornalistas que usavam barbas por fazer, bolsas tipo embornal, calças jeans surradas, sandálias franciscanas ou tênis eram considerados petistas. Entre amigos e colegas jornalistas, as brincadeiras eram saudáveis, até podiam dar sobrenome com a sigla do partido, tudo na brincadeira, sem o comportamento doentio que estamos vivendo hoje. As brincadeiras aconteciam dentro das redações de jornais e revistas.

Caminho sem volta I

Hoje, basta vestir uma peça vermelha que vai ouvir logo: “Está de PT?” E o verde e amarelo, as tão respeitadas cores da bandeira do Brasil, hoje, são associadas aos defensores do Bolsonaro. Como se o mundo girasse entorno dos Corinthianos e dos Palmeirenses fanáticos ou dos petistas e bolsonaristas. Muito tacanho.

Etiqueta

Quem não se lembra dos pais e avós separarem as melhores peças de roupas para irem às missas no domingo ou estarem bem vestidos para uma consulta médica. Hoje, ninguém tem mais noção de nada. Vão à missa de domingo de shorts, camiseta, chinelo, blusinhas, saias e até com vestidos de balada.

Etiqueta II

Muito triste o que vem acontecendo em eventos políticos, gabinetes de prefeitos, ou em eventos empresariais. O desfile de peças impróprias entre jornalistas, para cobrir as pautas, vem sendo um desalento total. Enquanto a autoridade máxima que representa um município ou uma empresa tradicional da região se apresenta vestindo terno ou uma boa camisa, calça social e sapatos, alguns jornalistas aparecem vestindo camisa de time, blusas de alcinhas, conjunto de moletons prontos para um cooper e até calça de ginástica com top e barriga de fora. Pode?