Caminho sem volta
Nos anos 1970, os jornalistas que usavam barbas por fazer, bolsas tipo embornal, calças jeans surradas, sandálias franciscanas ou tênis eram considerados petistas. Entre amigos e colegas jornalistas, as brincadeiras eram saudáveis, até podiam dar sobrenome com a sigla do partido, tudo na brincadeira, sem o comportamento doentio que estamos vivendo hoje. As brincadeiras aconteciam dentro das redações de jornais e revistas.
Caminho sem volta I
Hoje, basta vestir uma peça vermelha que vai ouvir logo: “Está de PT?” E o verde e amarelo, as tão respeitadas cores da bandeira do Brasil, hoje, são associadas aos defensores do Bolsonaro. Como se o mundo girasse entorno dos Corinthianos e dos Palmeirenses fanáticos ou dos petistas e bolsonaristas. Muito tacanho.
Etiqueta
Quem não se lembra dos pais e avós separarem as melhores peças de roupas para irem às missas no domingo ou estarem bem vestidos para uma consulta médica. Hoje, ninguém tem mais noção de nada. Vão à missa de domingo de shorts, camiseta, chinelo, blusinhas, saias e até com vestidos de balada.
Etiqueta II
Muito triste o que vem acontecendo em eventos políticos, gabinetes de prefeitos, ou em eventos empresariais. O desfile de peças impróprias entre jornalistas, para cobrir as pautas, vem sendo um desalento total. Enquanto a autoridade máxima que representa um município ou uma empresa tradicional da região se apresenta vestindo terno ou uma boa camisa, calça social e sapatos, alguns jornalistas aparecem vestindo camisa de time, blusas de alcinhas, conjunto de moletons prontos para um cooper e até calça de ginástica com top e barriga de fora. Pode?














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