MIRANTE

15 de Agosto de 2026

Irregularidades
Os partidos políticos pagaram R$ 341 milhões à União, nos últimos cinco anos, em multas por irregularidades na administração de recursos públicos, entre outras infrações, de acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), publicados pela Folha de S.Paulo. O total representa cerca de 5% dos R$ 6,6 bilhões repassados à manutenção das legendas no período. Além do fundo partidário, há o fundo eleitoral, que repassará R$ 4,96 bilhões às legendas para financiar as campanhas de seus candidatos.

Em defesa
O candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), defendeu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o uso de inteligência artificial nas campanhas eleitorais, mesmo sem a autorização da pessoa retratada. O senador utilizou um avatar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na convenção do PL que formalizou a sua candidatura, em julho último. Na ocasião, Flávio revelou que o pai não sabia que sua imagem seria usada na convenção. O TSE avalia a possibilidade de banir, de forma definitiva, o uso de deepfake na campanha eleitoral.

Proibição
Metade dos brasileiros defende que vídeos e propagandas eleitorais produzidos com inteligência artificial sejam proibidos nas eleições de 2026, aponta a Pesquisa CNT de Opinião, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com o Instituto MDA Pesquisa. Nenhum vídeo ou propaganda de candidato produzido com IA deveria ser permitido nas eleições deste ano, para 49,8% dos entrevistados. Outros 34,3% defendem uma restrição mais específica: a proibição de conteúdos feitos com IA que tragam fake news sobre candidatos. Apenas 8,9% são favoráveis à liberação de qualquer tipo de material produzido com a tecnologia.

Obrigatoriedade
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), rebateu, no domingo (9) um vídeo publicado pelo seu aliado, Eduardo Bolsonaro (PL), sobre a obrigatoriedade das vacinas no Brasil. Na publicação, Eduardo diz que foi a uma agência de correio dos Estados Unidos assinar uma declaração isentando sua filha da obrigatoriedade de tomar vacinas para poder ser matriculada em uma escola, justificando que isso mostra “respeito à liberdade dos pais nos EUA e criticou o que chamou de obrigatoriedade vacinal imposta por Lula no Brasil” e questionou “quem seria responsabilizado em caso de efeito colateral”.

Obrigatoriedade I
O vídeo foi publicado bem no momento em que o Estado de São Paulo vive um surto de sarampo, com 23 casos confirmados da doença. “A vacina do sarampo é consagrada e segura. A gente tem feito um esforço muito grande em São Paulo para aumentar a cobertura vacinal graças a algumas medidas, como incentivo à gestão municipal, a gente está conseguindo ampliar. E eu recomendo a todos já buscar o posto de vacinação a buscar a vacinação do sarampo porque ela é fundamental nesse momento”, destacou Tarcísio, antes do debate.


Debate
Os candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), participaram, no domingo (9), de debate organizado pela TV Bandeirantes. O debate teve tom nacionalizado com trocas de críticas entre o governador e o ex-mi-nistro. “Você está muito focado em Bolsonaro, falando de Bolsonaro, Bolsonaro, Bolsonaro. Esquece Bolsonaro, Haddad. Você não está concorrendo contra ele. Isso foi em 2018, já passou”, disse Tarcísio.

Debate I
Já Haddad associou o governador ao bolsonarismo que, segundo ele, espalha desinformação sobre temas como vacinas e mudanças climáticas. Também os acusou de apoiar, em parte, o tarifaço imposto pelo presidente americano Donald Trump ao Brasil. Um dos pontos altos foi o tema Cracolândia. “O primeiro atributo que tivemos ao longo deste mandato é coragem”, afirmou, destacando a desarticulação do armazém do tráfico na Favela do Moinho.

Debate II
O governador relembrou a participação de Haddad em um evento com a presença de um dos chefes do tráfico na região. “Temos uma cena ruim, que é a cena de membros do poder, inclusive o Fernando Haddad, no palco com a traficante que comandava o tráfico na favela do Moinho”, frisou. Haddad rebateu: “Que deselegante, rapaz. Acha que conheço o tráfico como você conhece?”, questionou. “Se você sabia que era traficante, por que não foi lá prender? Não sabia, se soubesse teria dado voz de prisão para ela. Você respeita e abaixa essa bola”, completou.

Lançamento
O ex-prefeito de São Bernardo, William Dib (PSB), e grupo político, lançaram, na sexta (14), a candidatura de Ramiro Meves para deputado estadual. O evento reuniu centenas de apoiadores no Hotel Pampas Palace Hotel, em São Bernardo.

Bens
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou a relação e os bens dos candidatos que disputarão as eleições em outubro próximo. Entre os deputados federais e candidatos a uma vaga na Câmara, Maurício Neves (PP), na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, tem bens no total de R$ 6,74 milhões; Paulo Serra (PSDB), R$ 3,95 milhões; Orlando Morando (MDB), R$ 3,84 milhões; Fernando Marangoni (Pode), R$ 3,47 milhões; Alex Manente (Cidadania), R$ 1,40 milhão; Vicentinho (PT),R$ 580.065,21; Rafael Demarchi (PP), R$ 345.877,34 e Regina Maura Zetone, (PSD) R$ 28.427,52.

Bens I
Já entre os deputados estaduais do ABC e candidatos, Carla Morando (PSD) informou ter R$ 7,54 mi-lhões; Luiz Fernando Teixeira (PT), R$ 7,22 milhões; Thiago Auricchio (PL) R$ 5,68 milhões; Ana Carolina Serra (PSDB) R$ 2,39 milhões; Átila Jacomussi (PRD), R$ 1,05 milhão; Teonilio Barba (PT), R$ 718.178,87; Fran Silva (Pode) R$ 611.520,07; Rômulo Fernandes (PT), R$ 499.788; Ivan Silva (Pode) R$ 320.010; Clovis Volpi (PL) R$ 194.000.