MIRANTE

21 de Fevereiro de 2026

Gastos
Os gastos da União com benefícios vitalícios concedidos a ex-presidentes da República ultrapassaram R$ 9,53 milhões em 2025, de acordo com dados do Portal de Dados Abertos da Casa Civil. As despesas incluem custeio de passagens aéreas, hospedagem, combustível, além da manutenção de equipes de segurança. O benefício é garantido a qualquer pessoa que tenha exercido a Presidência da República e assegura até quatro servidores para segurança e apoio pessoal, dois assessores, dois veículos oficiais e dois motoristas, independentemente da situação judicial do ex-mandatário.

Gastos I
Dilma Rousseff aparece como a que mais utilizou recursos públicos em 2025, com R$ 2,37 milhões; na sequência aparece Fernando Collor, com R$ 2,27 milhões em gastos; Michel Temer ocupa a terceira posição entre os ex-presidentes que mais gastaram em 2025, com R$ 1,6 milhão. José Sarney utilizou R$ 1,10 milhão ao longo do ano. Já Fernando Henrique Cardoso registrou o menor volume de despesas, com R$ 981 mil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não recebe o benefício por estar no exercício do mandato após a reeleição em 2022 e os custos de Jair Bolsonaro, antes da prisão, em 2024, superaram R$ 1,88 milhão.

Decisão
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), por enquanto, não pretende se engajar na pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República. A decisão foi tomada após uma mensagem enviada por Flávio à Michelle, no mês passado, na qual ele sugere que ela estaria tramando contra sua candidatura presidencial. Michelle teria dito, a pessoas próximas, ter se sentido insultada. No entanto, se houver um pedido de desculpas e um gesto de aproxi-mação, a ex-primeira-dama pode rever sua decisão.

Candidatos
O PT já definiu seus candidatos do ABC para a disputa na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de São Paulo. São eles, candidatos à reeleição: Luiz Fernando Teixeira, Teonilio Barba e Rômulo Fernandes, como deputado estadual e Vicentinho, para federal. Novos candidatos: Moisés Selerges (pre-sidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), para deputado fe-deral; Bete Siraque (vereadora por 2 mandatos em Santo André), Josa Queiroz (vereador em Diadema) ambos para deputado estadual.

Candidatos I
Para disputar o Governo de São Paulo ou o Senado, a depender das pesquisas internas da sigla, alguns nomes já aparecem: o do ministro da Fazenda, Fernando Haddad; do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e do ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França. A mi-nistra de Estado do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, também colocou seu nome à disposição e poderá disputar uma vaga no Senado.

Corte
Os deputados estaduais, Thiago Auricchio (PL) e Alex Madureira (PL), colhem assinaturas dos demais deputados para apoiar carta, que será destinada ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendendo a escolha de André do Prado (PL), atual presidente da Alesp, como vice na chapa da reeleição de Tarcísio. O PL não esconde que não quer Felício Ramuth (PSD), atual vice, no posto. A carta cita que avanços como a privatização da Sabesp, a implementação da tabela SUS e as obras da linha 17- ouro do metrô, entre ou-tros, aconteceram graças aos diálogos promovidos por André do Prado. “Esse ambiente tem um nome: André do Prado”, diz o texto.

Negativo
Seis Estados e o Distrito Federal começaram o ano sem dinheiro em caixa para quitar despesas do passado e assumir novos compromissos em 2026. Vale lembrar que no último ano de mandato é proibido fazer novos gastos sem recursos disponíveis e deixar dívidas para os sucessores. Minas Gerais, cujo governador é Romeu Zema (Novo), tem a pior situação dos estados, começou o ano com caixa negativo em R$ 11,3 bilhões. Em seguida, está o Rio Grande do Norte, go-vernado por Fátima Bezerra (PT), com R$ 3 bilhões negativos.

Crítica
Após a Acadêmicos de Niterói trazer para a Marquês de Sapucaí, no domingo (15), uma ala intitulada “Neoconservadores em conserva”, na qual foliões desfilaram fantasiados de latas de conserva com a imagem de uma família tradicional, composta por pai, mãe e dois filhos, estampada no rótulo, uma nova tendência viralizou nas redes sociais. Políticos de oposição publicaram ilustrações geradas por inteligência artificial que usam o motivo das “famílias em conservas”, uma referência a ala satírica da escola de samba, para criticar a homenagem feita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Crítica I
No ABC, alguns dos políticos que postaram a trend foram: os deputados estaduais Thiago Auricchio (PL), Carla Morando (PSDB), o ex-prefeito Orlando Morando (sem partido) e o deputado fede-ral Alex Manente (Cidadania). A repercussão também gerou ações formais: o senador Magno Malta (PL-ES) e o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) alegando que a representação poderia configurar preconceito religioso, considerando que evangélicos aparecem associados às latas de conserva.

Não ornou
A maior campeã do Carnaval paulista, a escola de samba Vai-Vai, que levou ao Sambódromo do Anhembi, a história de São Bernardo, com o samba-enredo: “A Sa-ga Vencedora de um Povo Heroico no Apogeu da Vedete da Pauliceia”, em homenagem à história da produção cinematográfica e da indústria de automóveis, acabou em 12º lugar, após apuração, com 268,6 pontos. A diferença para a Rosas de Ouro (268,4 pontos), que foi rebaixada, foi de 2 décimos.