Verba extra
O governo federal autorizou repasses de cerca de R$ 7,84 bilhões em verbas extras do Ministério da Saúde a estados e municípios com uma fatia do Orçamento que é reivindicada por parlamentares como uma emenda informal. Do valor aprovado até 31 de dezembro, cerca de R$ 790 milhões foram direcionados ao governo estadual e às Prefeituras de São Paulo. O recurso não é enquadrado como indicação de deputados e senadores, o que permite não haver controles pelo STF (Supremo Tribunal Federal), como por exemplo, a exigência de apontar o padrinho político.
Pesquisa
O Instituto Travessia reuniu, a pedido do jornal O Estado de S.Paulo, em dezembro último, oito eleitores de Bolsonaro para uma pesquisa qualitativa sobre o cenário político do País. O grupo foi formado por quatro homens e quatro mulheres, com idades entre 28 e 59 anos, de diferentes bairros de São Paulo e classes sociais. Os eleitores foram questionados: como está o Brasil depois de três anos de Lula?
Pesquisa I
A resposta foi unânime: o País está pior. Nem mesmo o desemprego em mínima histórica ou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, não conseguiram minimizar o antipetismo. Já o bolsonarismo se mostra tóxico para o grupo. Provocados a definir Jair Bolsonaro em uma palavra, os oito participantes disseram: “maluco”, “covarde”, “falastrão”, “instável”, “mentiroso” e “pilantra”. Os eleitores também avaliam a relação do ex-presidente com os filhos como “problemática”, e a maioria descarta votar em candidatos da família.
Saída
A reforma ministerial do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já teve início nesta semana, com a saída do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. Um grupo próximo de Lewandowski deve deixar o ministério junto com ele. O secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida, número 2 da pasta, é o mais cotado para assumir interinamente o comando até a nomeação de um novo titular. O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, é cotado para assumir o Ministério da Segurança Pública. Em fevereiro, outro ministro deixará o governo, Fernando Haddad, do Ministério da Fazenda, mas com objetivo eleitoral.
Saída I
Outros ministros devem deixar suas pastas até abril para poderem concorrer a cargos, nas eleições deste ano. São eles: Gleisi Hoffman (Ministério das Relações Institucionais), Camilo Santana (Educação); Renan Filho (Transportes), Anielle Franco (Igualdade Racial), Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Rui Costa (Casa Civil), André Fufuca (Esporte), Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria E Comércio) e Márcio França (Empreendedorismo).
Ação
O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou uma ação, pedindo indenização por danos morais, contra o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), após ele ter chamado a sigla de “narcoafetiva”. A declaração foi feita durante uma agenda oficial na zona sul da Capital, na segunda (5). Na ocasião, Ramuth afirmou: “Porque vai deixar de ter aquele Estado ‘narcoafetivo’, como o PT que temos aqui. Lamentavelmente, o partido que está no poder aqui no Brasil é um partido narcoafetivo”, declarou.
Orçamento
O Governo de São Paulo sancionou, na terça (6) a Lei Orçamentária Anual (LOA) que fixa as recei-tas e despesas públicas do Estado em R$ 382,3 bilhões para 2026. O texto havia sido aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) no final de dezembro, com validade a partir de 1º de janeiro último. O valor global do orçamento estadual para este ano supera o de 2025 em aproximadamente R$ 10 bilhões. A previsão é de R$ 31,6 bilhões para aportes diretos e as chamadas inversões financeiras, que são aplicadas em projetos em conjunto com o setor privado.
Posse
O desembargador Francisco Eduardo Loureiro, tomou posse, na quarta (7), como presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A ceri-mônia antecede a posse solene, marcada para 6 de fevereiro. Loureiro vai dirigir, nos próximos dois anos, o maior tribunal do País, com 358 desembargadores, 2,3 mil juízes e 41,3 mil servidores que atuam em 320 comarcas e 1.630 varas espa-lhadas pelo Estado. Seu maior desafio serão as 17,1 milhões ações em curso, ou 26% do total de feitos em todo o País.
Em Brasília
O Consórcio Intermunicipal do ABC participou, na terça (6), em Brasília, de uma reunião no Palácio do Planalto com a Secretaria-Geral da Presidência da República para discutir a regulação da cannabis medicinal no Brasil. Durante a reunião, foi ressaltada a importância do debate para o ABC, que se consolidou como referência nacional na área. A região implementou a primeira clínica pública de cannabis medicinal do país, em Ribeirão Pires, e vem avançando em novas iniciativas por meio de parcerias.
Deu na Mídia
A Fundação do ABC foi tema de reportagem do SPTV 2ª edição, da Globo, na terça (6), que mostrou pacientes relatando dificuldades no atendimento da rede pública de São Bernardo, por falta de profissionais em unidades básicas administradas pela Fundação ABC. Também mostrou funcionários da área da saúde denunciando atrasos e não pagamento de direitos trabalhistas, como 13º salário, férias e depósitos do FGTS. O prefeito Marcelo Lima afirmou para o SPTV que a Prefeitura “não deve absolutamente” nada à Fundação. “Tudo foi repassado à Fundação ABC. Fizemos um repasse de mais de R$ 60 milhões”, informou.













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