Cidades

A Engenharia por trás do samba no Sambódromo do Anhembi

Saiba como funciona a parte técnica do carnaval

São os engenheiros e as empresas registradas no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) que trabalham nos bastidores pré-festa
(Foto: Crea-SP)

Ô abre alas que a Engenharia está no Carnaval! Por trás da magia que contagia São Paulo, com ruas e avenidas cheias de música e cores, também estão os profissionais da área tecnológica. Do Sambódromo do Anhembi, na capital, ao Oba Festival, em Votuporanga, passando por estruturas montadas em todas as cidades paulistas, são os engenheiros e as empresas registradas no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) que trabalham nos bastidores pré-festa para garantir a celebração de forma tranquila e segura aos foliões. 

“Carnaval é diversão, mas também é responsabilidade. Queremos ajudar a construir uma celebração sem riscos para a população, e isso se confirma ano após ano”, afirmou a presidente do Crea-SP, engenheira Lígia Mackey, durante visita ao Sambódromo. Ela destacou que todas as escolas contam hoje com profissionais habilitados, o que reforça a credibilidade dos desfiles, bem como das instalações da “Cidade do Samba” paulistana. Ao todo, são 170 ações de engenheiros e empresas registradas, um aumento de quase 40% se comparado à 2025, quando foram apontadas 122.

A já conhecida Operação Carnaval, liderada pelo Crea-SP, está presente em todas as regiões do território paulista. Assim como as demais iniciativas deste cunho, sua função é prevenir e orientar, assegurando a qualidade das estruturas e demais espaços. “Buscamos mitigar os riscos, verificando se os responsáveis estão devidamente registrados. A vistoria começa de forma remota e quando há estruturas temporárias de grande porte passa a ser in loco. É um trabalho que colabora para que os eventos funcionem em prol da sociedade”, explicou o engenheiro Kleber Brunheira, gerente de Fiscalização do Conselho.

No Anhembi, a complexidade é grande: são cerca de 15 camarotes provisórios, com sistemas elétricos e de som, palcos e decoração. Além dos suntuosos carros alegóricos, já posicionados na “cabeceira” da avenida do desfile, todos com laudos assinados por engenheiros. “Fiz vistorias nos últimos oito anos e percebo que a estrutura evoluiu com mais equipes qualificadas envolvidas, impulsionados pelas ações do Conselho. Isso mostra que não temos espaço para o improviso, tudo é resultado de planejamento e técnica”, destacou o inspetor-chefe do Crea-SP na Unidade Centro, engenheiro Jeová Gomes da Silva Júnior.

A parceria do Conselho com a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, firmada em 2017, foi fundamental nesse processo. “Temos muita seriedade e estamos preocupados em ter profissionais qualificados. Desde que iniciamos essa cooperação, nenhum carro alegórico quebrou durante os desfiles ou tivemos algum incidente”, afirmou Ewerton Cebolinha, vice-presidente da Liga. 

Entre batuques e fantasias, o Carnaval paulista reforça que a alegria só é completa quando a segurança de todos vem em primeiro lugar, com atuação técnica, planejamento e as ações preventivas do Crea-SP nos bastidores da folia, garantindo que estruturas e instalações estejam em conformidade com as normas e prontas para receber milhares de pessoas.