
Entre impostos, taxas, juros, multas e contribuições, os brasileiros já desembolsaram cerca de R$ 2,5 trilhões em tributos desde o início do ano. O montante foi registrado pelo Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na quarta (20). Segundo a entidade, em 2024, igual valor foi alcançado 23 dias mais tarde.
No recorte de Estados, São Paulo já arrecadou, desde o início do ano, R$ 892,6 bilhões, representando 37,3% do total da arrecadação do País. No ABC, os sete municípios já arrecadaram, juntos, cerca de R$ 3,39 bilhões, sendo São Bernardo com a maior arrecadação da região (R$ 1,21 bilhão), seguida por Santo André (R$ 964,03 milhões), São Caetano (R$ 486,19 milhões), Diadema (R$ 391,27 milhões), Mauá (R$ 245,39 milhões), Ribeirão Pires (R$ 80,78 milhões) e Rio Grande da Serra (R$ 9,88 milhões).
Segundo o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, esta aceleração na arrecadação ocorreu, principalmente, pela inflação e outros fatores como a retomada da tributação sobre combustíveis, impostos sobre encomendas internacionais, aumento das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributação das Bets e aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
“A inflação desempenhou um papel relevante, uma vez que o sistema tributário brasileiro é majoritariamente baseado em impostos sobre o consumo, que incidem diretamente sobre os preços dos bens e serviços”, afirma Ruiz.
















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