
O Governo de São Paulo, por meio da SP Águas, apresentou, na terça (24), ao Consórcio Intermunicipal do ABC, os resultados de um estudo que comprova a viabilidade hídrica da nova captação de água no Rio Pequeno, braço da Represa Billings.
Também foi apresentado o fluxo do licenciamento ambiental com Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), detalhando as etapas de Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO), além das vistorias técnicas e programas de mitigação e compensação ambiental.
O projeto estadual prevê o Sistema de Transferência Billings–Taiaçupeba, empreendimento para reforço hídrico do Sistema Integrado Metropolitano (SIM). A obra, que prevê a transferência de 4 mil litros por segundo (4 m³/s) do braço Rio Pequeno, na Billings, para a Represa Taiaçupeba, do Sistema Produtor Alto Tietê, por meio de uma adutora de 38 quilômetros.
A SP Águas garantiu que a obra está condicionada à obtenção das licenças ambientais e posterior outorga de direito de uso. O investimento é de R$ 1,4 bilhão.
ANÁLISE DA USP
A análise da Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH), da Universidade de São Paulo (USP), utilizou séries históricas de vazões de 1930 a 2024 – quase 95 anos de dados – e simulou o comportamento do Rio Pequeno e da Billings em diferentes cenários, incluindo as piores secas já registradas no estado. Os resultados apontaram que a nova captação apresenta 100% de garantia hidrológica, o que significa que, mesmo nos períodos mais críticos de estiagem, a água estará disponível para abastecimento humano.
As demandas prioritárias – como o abastecimento das cidades do ABC por meio das Estações de Tratamento de Água (ETAs) Rio Grande, Santo André e Ribeirão da Estiva, e a transposição Taquacetuba, que leva água para o Sistema Guarapiranga – mantêm-se com garantia superior a 98%.
A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, Natália Resende, destacou que todos os passos estão sendo dados com muito planejamento, transparência e responsabilidade. “Essa é uma obra estruturante para a ampliação da resiliência hídrica do estado de São Paulo e todo o processo está sendo feito com muito diálogo regional, com estudos e análises técnicas para que tenhamos o menor impacto possível com garantia de abastecimento para todos, mesmo em períodos de menos oferta de água”, disse.













