
O prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, assinou, nesta quarta (18), a Ordem de Serviço para a elaboração do novo Plano Diretor de Drenagem Urbana da cidade, que não passa por atualização há 30 anos.
“Desde 1996 o Plano Diretor não passava por uma atualização. Então, é pensar a cidade como um todo, pensar nas intervenções urbanísticas. A vocação comercial da cidade mudou bastante, há muitos prédios e isso acabou impactando a nossa cidade. E a partir do diagnóstico real que vamos ter através deste Plano, vamos poder delinear muito bem os nossos investimentos onde está realmente a necessidade e nas áreas mais vulneráveis”, anunciou o secretário de Infraestrutura e Obras, André Scarpino.
O prefeito ressaltou a importância da atualização do Plano. “O Plano Diretor de Drenagem Urbana, é algo que, muitas vezes, as pessoas não enxergam, mas são projetos estruturantes para o futuro da cidade. O último plano foi executado em 1996. A cidade foi crescendo, temos, cada vez mais, áreas que não são permeáveis e isso nos obrigada a dar essas respostas mais urgentes”, disse.
De acordo com Gilvan, o Plano Diretor de Drenagem é um complemento ao projeto do Consórcio Intermunicipal do ABC. “O Consórcio se reuniu com o Governo do Estado e cobrou um Plano de Macrodrenagem, porque não adianta um município fazer uma obra, pois são bacias que passam por outros municípios e vai acabar enchendo em algum deles”, afirmou.
O Plano começa com a identificação dos principais problemas de drenagem, mapeando áreas sujeitas a alagamentos e inundações. Também analisa a cidade como um todo, incluindo bacias hidrográficas, para identificar regiões mais críticas e definir prioridades de atuação, como por exemplo em pontos críticos, tais como a Avenida Santos Dumont, a Av.Perimetral, regiões a Vila América, Vila Pires, Região Central, entre outras.
“O objetivo do novo Plano é reduzir os alagamentos e inundações e preparar a cidade para o futuro, vendo onde e como a gente deve agir. Então, vamos realizar o diagnóstico em um ano, com recurso da Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos de São Paulo, com recurso de R$ 2,3 milhões, para fazer esse mapeamento e preparar a cidade para o futuro para mitigar esse problema das grandes da cidade, que são os pontos de alagamentos”, explicou Gilvan.
À Folha, o prefeito esclareceu que o programa vai funcionar em todos os pontos da cidade. “O Plano vai tratar ponto a ponto. Então, a gente pega por exemplo, a Av.Capitão Mário, há alguns pontos de alagamentos, algumas obras já estamos executando, como os sete reservatórios que estão sendo feitos. Às vezes, por exemplo, o rio tem alguns pontos mais altos, então, a gente faz um desassoreamento naquele ponto. Se falta aumentar o leito, utilizamos a barreira New Jersey. Então, o Plano vai pegar os dados das últimas chuvas, dos últimos alagamentos que tiveram nessas áreas e dar a solução correta para cada ponto”, disse.
Investimentos em obras de drenagem
Santo André já investiu, nos últimos meses, de acordo com o prefeito, mais de R$ 160 milhões em obras de drenagem, sendo: R$ 112 milhões no Complexo Viário Maurício de Medeiros; R$ 45 milhões no Micro Reservatório da Vila Pires e R$ 3,5 milhões Micro Drenagem da Av.Queirós Filho.
Além disso, há investimentos em IA (Inteligência Artificial) contra as enchentes, com o mapeamento antecipado, o envio de equipes de trabalho, a implantação de canteiros esponjas e a instalação de mais de 500 bocas de lobo inteligente até final de 2026.
Gilvan também anunciou outra intervenção na Av. Santos Dumont. “Também vamos e vamos ter o alteamento da Av. Santos Dumont. Vamos altear um trecho da Santos Dumont, que vai jogar água para outra área, e assim criar um sistema de drenagem natural. Então, com isso evitamos os alagamentos na avenida”, revelou.














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