
Em setembro de 2024, a fabricante alemã de insumos químicos Basf anunciou que iria se desfazer do negócio de Tintas Decorativas, segmento que só operava no Brasil. O desinvestimento seria nas marcas Suvinil e Glasu! e foi justificado pela companhia por uma mudança de estratégia nos negócios, apesar da trajetória de sucesso que o segmento vem registrado nos últimos anos.
Em 2024, o segmento rendeu receitas de US$ 525 milhões no Brasil. Nesta semana, o capítulo final da história foi anunciado pela americana Sherwin-Williams, que divulgou ter comprado o negócio de tintas da Basf por US$ 1,15 bi-lhão, aproximadamente R$ 6,6 bilhões. A aquisição inclui a Glasu! e as fábricas de São Bernardo (SP) e Jaboatão dos Guararapes (PE), que somam mais de mil funcionários.
Quando colocou a marca à venda, a Basf garantiu, por meio de comunicado enviado para a imprensa, que o processo de desinvestimento do negócio de Tintas Decorativas não trará impactos imediatos para colaboradores ou clientes. “Estamos totalmente comprometidos com nossos clientes e continuaremos a atendê-los com paixão inabalável.
Durante todo o processo, mante-remos os altos padrões de qualida-de eserviço que já são marcas registradas de Suvinil e Glasu!.” afirmou, na ocasião, o vice-presidente de Tintas Decorativas da BASF Coa-tings, Marcos Allemann.
“A Suvinil é sinônimo de qualidade, é altamente complementar ao da Sherwin-Williams na América Latina”, afirmou o CEO da Sherwin-Williams, Heide Petz. O mercado de tintas deverá movimentar mais de R$ 12 bilhões no Brasil este ano. A venda deverá ser concluída no próximo semestre, pois ainda precisa do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
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