
(Foto: Divulgação/Embratur)
A Embratur divulgou, no dia 31 de dezembro, que o Brasil chega ao fim de 2025 consolidado como um dos principais destinos globais do turismo de negócios e eventos e já projeta um novo ciclo de crescimento para 2026. O país mantém uma trajetória de expansão contínua no segmento MICE (Reuniões, Incentivos, Conferências e Exposições/Eventos).
Essa trajetória é viabilizada combinando volume, diversidade e capacidade de escala de eventos, sustentada por infraestrutura, logística e expertise técnica capazes de absorver encontros de diferentes portes e níveis de complexidade. Enquanto Ciência & Pesquisa lidera em número de eventos, concentrando mais de 26% dos congressos realizados, quase 60% das iniciativas seguem o perfil clássico ICCA, com público entre 100 e 500 participantes, assegurando capilaridade científica e presença contínua no calendário internacional. Ao mesmo tempo, setores como Clima, Sustentabilidade, Energia e Saúde destacam-se por concentrar os maiores congressos e os maiores volumes de participantes.
Nesse contexto, a composição do portfólio de eventos internacionais se traduz em impactos concretos sobre setores estratégicos da economia brasileira. A concentração de congressos nas áreas de saúde — como AVC e saúde pública — ciência, inovação, medicina nuclear, medicina veterinária e agronegócio amplia o debate científico global a partir do Brasil, fortalece a reputação acadêmica e técnica e impulsiona o posicionamento do país como referência em debates científicos de alta complexidade.
As projeções para 2026 reforçam o protagonismo brasileiro especialmente na atração de congressos científicos e médicos. Essas áreas, historicamente, representam mais de 60% das captações nacionais. Entre os destaques confirmados está a 26ª International AIDS Conference, que promove respostas ao HIV/AIDS no mundo e deve reunir cerca de 10 mil conferencistas de diversos países.
De acordo com o presidente da Agência, Marcelo Freixo, o segmento MICE engloba o turismo motivado por reuniões corporativas, viagens de incentivo, congressos, convenções e feiras internacionais. Trata-se de um dos segmentos mais estratégicos do setor no mundo por atrair visitantes com alto poder de consumo, maior tempo de permanência e forte capacidade de geração de negócios.
“Além do impacto econômico direto, o MICE contribui para a redução da sazonalidade do turismo, movimenta cadeias produtivas inteiras e fortalece a imagem dos destinos no cenário internacional, posicionando-os como centros de conhecimento, inovação e debate global. Esses resultados materializam a visão do Plano Brasis, que posiciona o MICE como eixo de desenvolvimento, inovação e integração internacional, reforçando o Brasil como parceiro confiável e preparado para entregar experiências de classe mundial”, afirma Freixo
Rankings internacionais – O desempenho brasileiro também se reflete nos rankings globais. Em 2024, o Brasil alcançou a 15ª posição no ranking mundial da ICCA e manteve a liderança absoluta na América Latina, com eventos realizados em 42 cidades. Entre 2022 e 2024, o país avançou dez posições, impulsionado por um crescimento de 112% no número de eventos registrados.















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