Quinta Avenida

Carol Sloane – cantora de jazz

Nascida na cidade de Providence, estado de Rode Island na América do Norte, no dia 05 de março de 1937, se sentiu atraída pela música desde pequena, ao ouvir o som das big bands da era do swing. A carreira como cantora começou em 1951, vocalista da banda liderada por Ed Drew, enquanto ainda era estudante na North Providence High School, adotando o nome artístico de Carol Vann.

Carol Sloane

A primeira gravação surgiu em 1953, na época um disco de 78 rotações com duas músicas, sendo lançado comercialmente em vinil. Durante essa época ela se tornou ávida fã de jazz, começando a frequentar o bairro do East Side da cidade. O promotor de jazz Carl Henry, que era disk jockey (promotor de discos gravados), se tornou seu mentor, apresentando-a aos sons mais recentes e também aos músicos de suas relações.
Carol teve destaque nacional a partir de 1958 quando foi contratada como vocalista da big band do saxofonista Larry Elgart, com quem gravou para a etiqueta RCA Victor. Foi Elgart, que mudou seu nome artístico para Carol Sloane. Após um ano deixou a orquestra e em 1960, foi contratada como artista solo no “Pittsburgh Jazz Festival”, onde é ouvida por Jon Hendricks, do lendário trio vocal Lambert, Hendricks & Ross, sendo convidada inicialmente para substituir a vocalista Annie Ross, que estava com problemas de saúde.
Em 1961, Hendricks convenceu os produtores do Village Vanguard de Nova York a incluírem Carol em seu programa “Novas Estrelas” naquele verão no Festival de Jazz Newport. Ela recebeu críticas entusiasmadas pela apresentação e foi ouvida por um representante da gravadora Columbia Records, sendo contratada para gravações. Em 1962, o álbum “Out OF The Blue” (Do nada), foi aclamado pela imprensa especializada impulsionando a carreira. No Natal de 1962, lançou o álbum “Live At 30th Street (Ao vivo na rua 32), uma apresentação “ao vivo” gravada nos estúdios da Columbia Records em Manhattan, também um sucesso de crítica.
No entanto, as vendas foram lentas, devido à predominância do “rock and roll” nas emissoras de rádio da época, deixando Carol em segundo plano. Ela esperou o momento certo, fazendo apresentações em clubes noturnos, cantando em Manhattan e em sua cidade natal. Foi no “The Kings & Queens onde gravou “ao vivo” com outro gigante do saxofone tenor Ben Webster. Presença constante também no “Arthur Godfrey Time”, um programa matinal muito popular da CBS Rádio (Columbia Broadcasting System), transmitido nacionalmente de segunda a sexta-feira.
Após uma pausa na carreira entre 1965 e 1973, foi convidada a gravar um álbum em Tóquio-Japão, para a Trio Records. Os japoneses são ávidos fãs e colecionadores de jazz, e os dois álbuns que Carol gravou anteriormente na Columbia, haviam se tornado itens de colecionadores muito valiosos por lá. No final dos anos 1970, ela havia se tornado figura reverenciada e lendária na grande comunidade jazzística japonesa.
Após o lançamento japonês de “Sophisticated Lady” em 1977, que a recolocou sob os holofotes, começou a gravar regularmente para diversas etiquetas e, no final da década de 1980, já fazia gravações para a gigante americana do jazz, a “Fantasy Records”, nas etiquetas Contemporary e Concord Jazz. Ao todo duas dezenas de álbuns aclamados pela crítica e lançados internacionalmente. Sempre ao lado de expoentes do jazz incluindo Clark Terry, Tommy Flanagan, Bob Brookmeyer, Art Farmer, Jim Hall, Sir Roland Hanna, Ben Webster e Phil Woods, para citar apenas alguns.
Após longa e brilhante carreira, Carol Sloane foi incluída no Hall da Fama da Música de Rhode Island em 21 de abril de 2016, durante uma apresentação na cidade de Woonsocket. Ela faleceu no dia 23 de janeiro de 2023, devido a complicações de um (AVC) Acidente Vascular Cerebral sofrido dois anos antes, aos 85 anos. Carol Sloane, uma intérprete de primeira classe.