Cidades

Cesta básica registra queda de 4,1% em São Paulo no segundo semestre de 2025

Tomate teve queda expressiva de preço em todas as 27 capitais ao longo do segundo semestre de 2025 (Foto: Secom-PR)

São Paulo registrou queda de 4,17% no preço da cesta básica de alimentos no segundo semestre de 2025, saindo de R$ 865,9 em julho para R$845,95 em dezembro – valor R$ 19,95 menor ao fim do ano. O balanço das 27 capitais foi divulgado nesta terça-feira, 20 de janeiro, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado coloca São Paulo como a terceira cidade com maior redução no custo da cesta básica em todo o Sudeste no período. 

O levantamento integra a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Conab e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Firmada oficialmente em 20 de agosto do ano passado, a parceria entre os órgãos passou a acompanhar os preços em todas as 27 capitais brasileiras.

ITENS ESSENCIAIS – Em São Paulo, a redução foi puxada principalmente pela queda expressiva nos preços de itens essenciais. O tomate apresentou recuo de 27,80%, seguido pela batata (-21,26%) e pelo arroz (-16,97%). Também tiveram diminuição relevante os preços do óleo (-13,75%) e da farinha  (-11,57%).

Esses resultados contribuíram diretamente para aliviar o orçamento das famílias paulistanas, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade social, para as quais a alimentação representa parcela significativa da renda mensal.

 POLÍTICA AGRÍCOLA E ABASTECIMENTO – De acordo com o presidente da Conab, Edegar Pretto, a queda generalizada no preço da cesta básica em todas as capitais reflete os efeitos positivos da política agrícola do Governo do Brasil. “Essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o Governo do Brasil vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”, afirmou.

Segundo Pretto, os Planos Safra — tanto o empresarial quanto o da Agricultura Familiar — vêm registrando valores recordes, com ampliação do crédito e juros subsidiados. “O efeito é a maior safra da série histórica, o que se traduz em mais comida disponível e preços mais acessíveis para a população”, destacou.

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