Esportes

Com transmissão para mais de 100 países, Mundial de Skate coloca São Paulo na liderança global em eventos esportivos

Nesta segunda (2), aconteceu a abertura do evento em cerimônia na Prefeitura de São Paulo

372 skatistas de 49 países participarão do Campeonato Mundial de Skate, que acontece em São Paulo até de quarta (04) a domingo (8), no Parque Cândido Portinari.

Esta será a primeira vez que as duas modalidades Park e Street serão disputas simultaneamente no mesmo local. Em 2019, São Paulo recebeu o Campeonato Mundial de Skate Park. Desta vez, 34 brasileiros participarão da modalidade Park e 15 da modalidade Street. O cronograma ainda inclui a primeira edição da Copa do Mundo de Paraskate. O evento soma pontos para o ranking classificatório dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Nesta segunda (2), aconteceu a abertura do evento em cerimônia na Prefeitura de São Paulo. O evento contou com a presença do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, do presidente da World Skate, Sabatino Aracu, do fundador do STU, Diogo Castelão, além do presidente da Confederação Brasileira de Skateboarding, Eduardo Dias, da presidente da Comissão Técnica Internacional de Skateboarding da World Skate, Letícia Bufoni, do Secretário de Esportes e Lazer de São Paulo, Rogério Lins, e da Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência, Sílvia Grecco.

Na ocasião, o prefeito de São Paulo destacou a importância do evento para a cidade de São Paulo, que projeta a capital internacionalmente e fortalece o turismo e a economia do município. “Somos uma cidade que tem a maior sistema hoteleiro da América Latina. Quando você faz um grande evento, é necessário que você veja toda a infraestrutura da cidade para poder receber os atletas, a comissão, o público que irá assistir. Nossa estrutura hoteleira é muito forte, somos, hoje, uma das cidades mais seguras do país, temos infraestrutura, sem falar do potencial gastronômico”, afirmou Nunes.

Com transmissão para mais de 100 países, o Mundial de Skate tem retorno de imagem superior a R$ 100 milhões. “Nossa estimativa é superior a R$ 100 milhões em retorno de imagem e também em retorno econômico. São 365 atletas, mais toda a família das federações internacionais, acompanhantes. Uma movimentação turística muito forte que gera consumo, ocupação”, disse o fundador do STU, Diogo Castelão.

O fundador do STU, em conversa à Folha, revelou o grande desejo de colocar o skate na primeira prateleira dos esportes mundiais.

“O STU tem uma vontade, uma premissa, uma visão que é colocar o skate na primeira prateleira dos esportes mundiais. Então, ter um evento desse porte, histórico, que envolve street, park, masculino e feminino, paraskate, movimenta mais de 50 países, quase 400 skatistas, e em São Paulo, que é uma das capitais mundiais de skate, é muito potente. Estou muito feliz. Como STU, termos essa mobilização de parceiros, patrocinadores, skatistas e público no mesmo espaço, no mesmo lugar, é muito potente, é muito legal”, comentou Diogo.

O presidente da World Skate, Sabatino Aracu, em seu discurso, comparou o potencial de São Paulo a um dos templos do esporte mundial. “Que, no futuro, São Paulo seja para o skate o que Wimbledon é para o tênis. Que, ao falar de skate, digamos ‘São Paulo’”, comentou Sabatino.

Diversos ícones do skate participaram da cerimônia de abertura do evento nesta segunda (02). Entre eles, o brasileiro Pedro Barros, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o australiano Keegan Palmer, bicampeão olímpico, o japonês Yuto Horigome, também detentor de duas medalhas de ouro em Olimpíada e a brasileira Pâmela Rosa, bicampeã mundial.

INCLUSÃO – O evento também reforça a inclusão como valor central do esporte, com a primeira edição da Copa do Mundo de Paraskate. Vini Sardi, presidente da Associação Brasileira de Paraskate e um dos maiores nomes do paraskate internacional, também participou da cerimônia de abertura. Vini revelou que hoje sua principal missão é conquistar a introdução do Paraskate nas Paralimpíadas. “O primeiro passo vai acontecer nesse fim de semana com a World Skate, com o campeonato mundial. Mas, também estamos fazendo um trabalho para trazer novos atletas, que é um dos pré-requisitos para termos o paraskate dentro dos jogos, ter mais atletas e mais representantes de outros países”, disse Vini.