Com 70% da populaรงรฃo vacinada, Nova York, nos Estados Unidos, festejou, na terรงa (15), com fogos de artifรญcio, o fim das medidas restritivas para combate ร Covid-19, como o uso de mรกscaras e o distanciamento social, que deixaram de ser obrigatรณrios em comรฉrcios e espaรงos pรบblicos para quem jรก foi imunizado.
Na Franรงa, desde quarta (17), o uso de mรกscara de proteรงรฃo ao ar livre nรฃo รฉ mais obrigatรณrio. O primeiro-ministro do paรญs europeu, Jean Castex, ainda antecipou o fim do toque de recolher para domingo (20), dez dias antes do prazo inicial. Na Alemanha, diante das infecรงรตes de Covid-19, em tendรชncia de baixa, as regras do uso obrigatรณrio de mรกscara devem ser relaxadas em todo o paรญs, segundo o jornal The Guardian.
Aos poucos, a vida vai voltando ao normal em paรญses onde milhรตes de cidadรฃos colhem os frutos de campanhas de vacinaรงรฃo aceleradas.
Enquanto isso, o Brasil voltou a registrar mรฉdia mรณvel de mortes acima dos 2 mil, na quarta (16), com 2.673 mortes, o que nรฃo ocorria desde o dia 10 de maio รบltimo. O paรญs jรก contabiliza 500 mil รณbitos por Covid-19. Sรฃo 500 mil vidas, histรณrias e sonhos perdidos.
Os brasileiros amargam dias de estagnaรงรฃo, por conta de uma campanha nacional de vacinaรงรฃo, que caminha a passos de tartaruga e, ainda, assiste a grandes lรญderes nacionais se comportando como se estivessem morando na Europa, ou nos Estados Unidos, defendendo a desobrigaรงรฃo do uso de mรกscara, promovendo aglomeraรงรตes, em todo e qualquer lugar que se deslocam, com apenas 11,26% da populaรงรฃo vacinada e, ainda, defendendo o uso de tratamentos precoces, sem comprovaรงรฃo cientรญfica de qualquer eficรกcia.
Como se isso tudo nรฃo bastasse, ainda, hรก os impropรฉrios e pretensas conspiraรงรตes ensandecidas, como por exemplo, a de que haveria um relatรณrio mostrando que 50% das mortes de 2020 tiveram outras causas que nรฃo a Covid-19. O que, certamente, foi negado pelo Tribunal de Contas da Uniรฃo (TCU). Claro, sem esquecer, dos fatos tรณrridos da CPI da Covid-19, como os mais de 53 e-mails da Pfizer, sobre a negociaรงรฃo de vacinas, que ficaram sem resposta, no ano passado.
Devido a esse descalabro nacional, muitos brasileiros, diante da possibilidade quase nula de se vacinarem, ainda neste ano, jรก perdiam as esperanรงas de uma luz no final deste tenebroso tรบnel da Covid-19, para aspirar dias de volta ร โnormalidadeโ e a โliberdadeโ sem o uso obrigatรณrio das mรกscaras.
Em pleno domingo (13) de junho, Dia de Santo Antonio, tambรฉm padroeiro dos pobres (e, por que nรฃo? Atรฉ dos โsem vacinasโ), foi anunciado, pelo governo do Estado de Sรฃo Paulo, o โDia da Esperanรงaโ, ou seja, uma data para que toda a populaรงรฃo adulta, dos 645 municรญpios de Sรฃo Paulo, esteja vacinada contra a Covid-19. E isso deverรก ocorrer atรฉ 15 de setembro. A notรญcia caiu como um bรกlsamo nos ouvidos dos que esperavam o alento da vacina contra a Covid-19, desde o inรญcio da pandemia. Foi comemorada e celebrada com grande alegria por muitos.
De fato, enfim, jรก foi iniciada uma verdadeira contagem regressiva para a volta ร โnormalidadeโ. Da volta aos beijos e abraรงos, dos encontros familiares, dos passeios com os amigos, do aperto de mรฃos, do segredo ao pรฉ do ouvido, das festas, das celebraรงรตes, dos momentos de alegrias. Tudo, claro, com muita aglomeraรงรฃo, como o brasileiro gosta. E, em breve, podendo, atรฉ mesmo, aposentar a coleรงรฃo de mรกscaras e os vidros de รกlcool em gel.











