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“Decisão da Justiça Eleitoral é de primeira instância e será objeto de todos os recursos cabíveis”, diz Taka

É duro ver uma fala sobre a defesa da transparência se tornar razão de ataque“, disse Taka

O prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), foi condenado pela Justiça Eleitoral por difamação e injúria eleitoral. O fato ocorreu durante o debate entre os principais candidatos a prefeito da cidade, realizado pelo G1, em agosto de 2024.

Na ocasião, Taka fez uma pergunta ao então prefeito Filippi (PT), que concorria à reeleição. Fez referência à Marco Aurélio Santana Ribeiro, então chefe do gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Presidência da República. Marco Aurélio também é conhecido pelo apelido de Marcola, assim como o criminoso Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como líder do PCC. 

O prefeito pode recorrer em liberdade e afirmou, em nota, que apresentará recurso à Justiça dentro do prazo legal. Confira a nota na íntegra e assista ao vídeo.

“Nos últimos dias, recebi inúmeras mensagens de apoio, carinho e preocupação. Quero agradecer de coração a cada pessoa que se manifestou — isso fortalece e me lembra porque escolhi servir Diadema. Preciso dizer, com toda a serenidade possível, mas também com a indignação de quem sabe o que viveu: a decisão da Justiça Eleitoral é de primeira instância, ainda está em trânsito, e será objeto de todos os recursos cabíveis. Confio plenamente no devido processo legal e no direito à ampla defesa, fundamentos essenciais do nosso país.

A manifestação que originou essa decisão aconteceu durante o processo eleitoral de 2024, em um debate público promovido pelo G1, onde tratei de temas que o Brasil inteiro discute há anos.

Reafirmei uma realidade que está nos noticiários, nos dados e nas ruas: “O Brasil vem sofrendo há muito tempo com o crime organizado.” Relatei também uma matéria que havia saído dias antes na mídia sobre o repasse de mais de R$ 1 bilhão a cidades aliadas do governo federal.

O contexto era claro: cobrei transparência sobre recursos que chegaram de forma apontada como irregular, conforme noticiado — inclusive pelo UOL — e questionei onde tais recursos foram aplicados. Essa pergunta, que considero legítima e necessária em qualquer democracia madura, acabou transformada em objeto de condenação.

É duro ver uma fala sobre a defesa da transparência se tornar razão de ataque. Mas, sigo tranquilo, porque não falei mentira, não inventei fato, nem ataquei pessoa alguma — questionei o uso de recursos públicos, o que considero um dever de qualquer agente político comprometido com o interesse coletivo.

Com respeito às instituições e confiança na Justiça, continuo trabalhando normalmente, junto da minha equipe, com responsabilidade, transparência e compromisso com o povo de Diadema.

Não me escondo, não me calo e não me afasto — sigo de pé, porque sei que a verdade prevalece para quem age com honestidade e propósito. Seguimos firmes”.

O prefeito de Diadema, Taka Yamauchi, comenta sobre a ação na Justiça Eleitoral.