Cidades

Eleições influenciam na queda das vendas e locações de imóveis no ABC

Vendas de imóveis recuaram 15,72% e as locações caíram 21,84%, segundo pesquisa do CRECISP (Foto: Divulgação)

   O mercado imobiliário no ABC registrou retração no mês de julho. As vendas de imóveis recuaram 15,72% e as locações caíram 21,84%, segundo pesquisa divulgado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP). Segundo o presidente do CRECISP, José Augusto Viana Neto, a retração é um movimento normal do mercado, porém influenciado pelo período eleitoral.

   “É um movimento normal de mercado. Porém, estamos no período eleitoral e as notícias são contraditórias, de grande impacto. O que influencia o movimento no mercado imobiliário é nível de confiança da população na política econômica do governo. Quando começam a falar que a taxa do governo americano vai provocar fechamento de empresas e desemprego, o pessoal fica com medo de assumir um contrato de financiamento imobiliário, que normalmente é muito longo, podendo chegar até 35 anos”, analisa Viana.

   Apesar da retração no mês de julho, no acumulado do ano, o ABC registra saldo positivo de 51,37% nas vendas e de 7,79% nas locações. No acumulado de doze meses, o saldo também positivo, sendo 64,91% nas vendas e 137,27% nas locações. 

   “Tivemos ao longo do ano, três meses com alta e três meses com queda. No acumulado de 2026, o ABC está com saldo positivo de 51,37%. Esta queda de julho, não chega a macular o movimento.

    No acumulado dos últimos doze meses, chega a 65%. Considero que a região do ABC passa por um bom momento”, afirma o presidente do CRECISP, que ressalta a ampla oferta de empregos formais e uma situação econômica estável na região, contribuindo para os saldos positivos.

   No mês de julho, os apartamentos representaram 63% dos imóveis vendidos, enquanto as casas corresponderam, a 37% das negociações. Segundo a pesquisa, a predominância dos apartamentos está relacionada ao perfil urbano do ABC, com áreas densamente ocupadas, ampla oferta de condomínios e proximidade entre moradia, comércio, serviços e transporte. As unidades em edifícios também atendem compradores que valorizam praticidade e segurança.

   Em relação ao preço, os imóveis com valor superior a R$ 501 mil representaram 41,1% das vendas em julho. Embora a faixa acima de R$ 501 mil tenha perdido participação em relação ao resultado apresentado em junho, continuou sendo a mais representativa. Segundo o CRECISP, o dado indica que o ABC possui demanda consistente por imóveis de padrão médio e médio-alto.

Financiamentos

    O volume de financiamentos imobiliários no país chegou, no mês de julho, a R$ 20,96 bilhões, 79,7% maior do que o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

   Os números consideram empréstimos bancários com recursos originados na caderneta de poupança e destinados à compra e construção de moradias.