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Estado, com 11 milhões de mulheres ocupadas, lidera contratação no país com renda recorde

 O Estado de São Paulo lidera a contratação de mulheres no país, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A partir de 2024, São Paulo passou a registrar o maior número de mulheres ocupadas, ou seja, trata-se de um recorde desde 2012, quando a pesquisa começou a ser feita no país. Com isso, o estado registra o maior número de trabalhadoras entre todas as unidades da Federação. As mulheres tiveram ainda incremento recorde na renda. Segundo o IBGE, o quarto trimestre do ano passado registrou o maior rendimento médio mensal real em 13 anos: R$ 3.599.

No 4º trimestre do ano passado, 11,004 milhões de mulheres estavam ocupadas, registrando assim o melhor trimestre para as trabalhadoras desde 2012 no estado de São Paulo. Em relação ao mesmo período de 2022, o aumento foi de 4,5%, com 470 mil mulheres a mais. Já em comparação com os últimos 10 anos (2015), o aumento foi de 17,5%, o equivalente a 1,643 milhão a mais de mulheres ocupadas. Quando se compara ao 4º trimestre de 2012, o avanço é ainda maior: 20%, com acréscimo de 1,782 milhão de trabalhadoras.

Além disso, o total de pessoas ocupadas no 4º trimestre de 2025 no estado de SP foi de 24,576 milhões de pessoas, ou seja, as mulheres foram responsáveis por 45% da ocupação.

A inserção de mulheres no mercado de trabalho faz parte dos pilares do ‘SP por Todas’. Entre as iniciativas estaduais para aumentar a ocupação feminina no mercado de trabalho destacam-se os cursos de profissionalização do Fundo Social de São Paulo e do Qualifica SP e as carretas do empreendedorismo da Secretaria de Políticas para a Mulher.

Quarto trimestre do ano passado registrou o maior rendimento médio mensal real em 13 anos: R$ 3.599 (Foto: Divulgação/CNI)

Veja abaixo o total de mulheres ocupadas desde 2012 a cada trimestre até o ano passado.

Rendimento

As mulheres no estado de São Paulo tiveram o maior rendimento médio mensal real em 13 anos. O valor no quarto trimestre de 2025 foi de R$ 3.599, o segundo maior entre todas as unidades de Federação no período, perdendo apenas para o Distrito Federal. Desde o 4º trimestre de 2024, a renda se consolidou no patamar recorde de R$ 3,5 mil.

Em relação ao quarto trimestre de 2022, o aumento foi de 14,3%, diferença de R$ 451. Já em relação ao 4º trimestre de 2015, o aumento foi de 8% (R$ 258).

A Pnad do IBGE considera para o levantamento os valores com o desconto da inflação e recebidos habitualmente pelas pessoas ocupadas em todos os trabalhos que elas tinham no período da pesquisa.

Veja abaixo o rendimento médio mensal real das mulheres desde 2012 a cada trimestre até o ano passado.

Queda no desemprego

Já a taxa de desemprego entre as mulheres e o número de trabalhadoras desocupadas também tiveram indicadores positivos. De acordo com o IBGE, o 2º, 3º e 4º trimestres de 2025 registraram a menor taxa de desemprego em 13 anos: 6,1%, 6,5% e 5,7%, respectivamente.

Em comparação com 2022, houve queda de 4 pontos percentuais no quarto trimestre e de 6,2 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre de 2015. Isso significa que a taxa de desocupação caiu pela metade no último trimestre do ano passado em relação aos dois períodos. Além disso, a taxa de desemprego entre as mulheres paulistas chegou ao pico de 16,2% em 2017 e 2018, portanto, a taxa mais atualizada apurada pelo IBGE está 65% menor que os patamares recordes registrados há 9 anos.

Veja abaixo a taxa de desocupação desde 2012 a cada trimestre até o ano passado.

Já o número de mulheres desocupadas foi o menor em 13 anos no 4º trimestre de 2025: 660 milhões. O número superou o menor número até então registrado no 2º trimestre, de 715 milhões. Assim, em relação ao 4º trimestre de 2022, a queda foi de 42%. Em comparação com o 4º trimestre de 2015, o recuo foi de 48%.

Veja abaixo o total de mulheres desocupadas desde 2012 a cada trimestre até o ano passado.

Informalidade

Em 2025, as mulheres no estado de São Paulo tiveram a menor taxa de informalidade em 9 anos – neste caso, o IBGE passou a registrar a pesquisa no 4º trimestre de 2015. O estado de São Paulo registrou o quarto menor índice entre as mulheres no país no 4º trimestre de 2024, atrás apenas de Santa Catarina e Distrito Federal.

Veja abaixo a taxa de informalidade entre as mulheres desde 2015 a cada trimestre até o ano passado.