
O prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, se filia ao Cidadania, nesta segunda (23). Até então, Gilvan esteve filiado ao PSDB desde 2024, quando se elegeu prefeito, mas também teve passagens pelo PSD (2015), PSDB (2015 a 2019) e Novo (2019 a 2024).
O objetivo da mudança, de acordo com o prefeito, é fortalecer a atuação de seu grupo político e “nos prepara para os próximos desafios”.
Em nota oficial enviada à imprensa, Gilvan comentou sobre o resgate do protagonismo do ABC e que esse avanço “é fruto de um projeto coletivo, construído por um grupo que acredita no ABC, que conhece sua história e que trabalha, todos os dias, para fazer essa região voltar a brilhar no cenário estadual e nacional. É com esse mesmo espírito de união e responsabilidade que compartilho uma decisão importante: minha filiação ao partido Cidadania”, anunciou.
O prefeito afirmou que a decisão não foi individual. ” É uma decisão amadurecida, construída em conjunto, com diálogo e alinhamento com grandes lideranças regionais. É um passo estratégico dentro de um projeto maior, que continua o mesmo — forte, unido e comprometido com o futuro da nossa região”, revelou.
Também destacou a união da Federação PSDB-CIDADANIA: “O PSDB e CIDADANIA estão mais unidos do que nunca seguindo no mesmo caminho, com os mesmos valores e com o mesmo propósito. Com o mesmo grupo e com novas frentes estamos fortalecendo uma aliança que já demonstrou, na prática, que sabe fazer, que sabe entregar resultados e que sabe cuidar das pessoas. Essa escolha amplia nossas possibilidades, fortalece nossa atuação e nos prepara para os próximos desafios. Porque o que buscamos é um futuro ainda mais próspero para o ABC”.
O presidente estadual do PSDB, Paulo Serra, revelou à Folha, que avalia com “bons olhos” a mudança de Gilvan para o Cidadania, por mostrar um “fortalecimento” do grupo político. “Na verdade não é uma saída do PSDB, é o reforço de uma Federação do PSDB, o Gilvan vai para o Cidadania com o intuito de reforçar essa parceria com o PSDB visando principalmente as eleições de 2026, com a presença dele lá, além do ABC mais forte, o PSDB vai ficar mais forte e o nosso time político vai ficar mais forte. Então é algo que a gente vê com bons olhos e mostra um fortalecimento e um amadurecimento de um grupo político que, hoje, tem protagonismo em todo o Estado de SP”, disse.
Imbróglio no Cidadania
O Cidadania passa por um imbróglio político, isto porque, na quarta (18), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) suspendeu o congresso do Cidadania que havia colocado o grupo do ex-deputado e ex-presidente da legenda Roberto Freire e do deputado Alex Manente no comando da sigla.
Foram suspensas a reunião do Diretório Nacional realizada em 24 de fevereiro e, por consequência, os atos aprovados no Congresso Nacional Extraordinário promovido em 4 de março, encontro que havia sido convocado para eleger a nova direção partidária.
No domingo (22), o atual presidente do Cidadania, Alex Manente, em entrevista à CNN, comentou sobre o momento delicado que o partido passa, enfatizando que o partido precisa “ser reconstruído” neste momento.
“Nossa expectativa é que não teremos novos desdobramentos da questão judicial que envolveu o cidadania desde o final do ano passado. Estou convicto que não teremos novos desdobramentos que possam gerar a insegurança jurídica. Nesta semana consolidaremos a nova direção para que ela tenha condição efetivas de deixar o Cidadania pronto para as eleições de 2026. Temos um novo grupo, nova direção, bons jovens talentos”, disse, citando os vereadores mais votados do Cidadania, em Campinas, Vini e, em São Bernardo, Julinho Fuzari.
Manente ainda comentou sobre a situação da Federação PSDB-Cidadania e garantiu que ela se manterá até as eleições de outubro próximo. “O Cidadania-PSDB fizeram a federação em março 2022 e foi homologada no maio de 2022. Neste ano (2026) temos até o final de maio para cumprir o ciclo de quatro anos e, como na lei das federações não se pode sair de uma federação, num período de seis meses, senão você tem uma punibilidade de perder recursos do fundo eleitoral e partidário, tempo de televisão e radio, consequentemente o Cidadania se manterá nesta federação até as eleições deste ano”, enfatizou.
Apesar disso, o ex-ministro da Educação e atual presidente do diretório do Cidadania no Distrito Federal, Cristovam Buarque, comentado em recente entrevista à CNN, que “a tendência é estarmos com Lula e não renovarmos a federação com o PSDB”.














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