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Grupo Pão de Açúcar e Raízen pedem recuperação extrajudicial para renegociar dívidas

Grupo Pão de Açúcar (GPA) tem dívidas de R$ 4,5 bilhões e, Raízen, de R$ 65,1 bilhões

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) e Raízen protocolaram pedido de recuperação extrajudicial para renegociar, respectivamente, cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas não operacionais, e R$ 65,1 bilhões.

O presidente do Grupo Pão de Açúcar (GPA), Alexandre Santoro, revelou em entrevista ao Estadão, que a medida conta com adesão de 46% dos credores. O plano abrange obrigações financeiras “sem garantia” que não constituem compromissos correntes ou operacionais da companhia.

Com protocolo do pedido, empresa terá 90 dias para avançar nas negociações com os credores. O executivo também disse que a decisão foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração, que reúne acionistas que representam cerca de 70% das ações da companhia.

Já a Raízen anunciou, nesta quarta (11), que entrou com pedido de recuperação extrajudicial. Por meio de comunicado, a empresa informou que o pedido foi protocolado na Comarca da Capital de São Paulo e foi estruturado em acordo com seus principais credores quirografários (sem garantia).

O objetivo é negociar e reorganizar as dívidas financeiras do grupo, que somam cerca de R$ 65,1 bilhões, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo. O plano, de acordo com a empresa, já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% das dívidas financeiras sem garantia, percentual suficiente para protocolar o pedido de recuperação extrajudicial.

A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja homologado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação.