07 Jul 2022

Publicado em DOM PEDRO
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Jesus, Maria e José formam a “sagrada família”, conforme consta nos Evangelhos e como os cristãos a denominam. Deus ao se encarnar quis ter uma família. Nela viveu grande parte do tempo passado entre nós, como um de nós.
É claro o projeto de família concebido por Deus e revelado na Sagrada Escritura: “Deus formou a mulher e a levou para o homem. E o homem exclamou: esta sim é osso dos meus ossos e carne de minha carne... Por isso o homem deve deixar pai e mãe, para unir-se à sua mulher e se tornarem uma só carne” (Gn 2, 22-24). Este projeto inicial de Deus é confirmado por Jesus nos seus ensinamentos (cf. Mt 19,5).
A importância e a centralidade da família, em vista da pessoa e da sociedade, é sublimada pela Sagrada escritura. A família é “invenção“ de Deus. Ela é santuário da vida, nela se aprende a viver o amor e a convivência construtiva com os outros.
À luz da mensagem bíblica, a Igreja considera a família como primeira sociedade natural, titular de direitos próprios e originários, e a coloca no centro da vida social. A família que se forma da união entre o homem e a mulher é célula primeira e vital da sociedade. Ela está na lei de Deus inscrita na natureza e nas consciências.
São muitos os questionamentos sobre a família tradicional, como é chamada a família na concepção da fé bíblica. Os questionamentos vêm de vários segmentos da sociedade, em uma época em que crescem as uniões estáveis de pessoas do mesmo gênero, formando novas entidades familiares de relacionamento. Sem pretender emitir juízo sobre esta realidade, que faz parte da sociedade, na qual se respeitam as escolhas pessoais de cada um, aqui se pretende colocar a família, a partir de sua concepção cristã, expressando sua beleza e validade em todos os tempos.
O papa Bento XVI comentava sem nenhum moralismo, a situação da família na concepção cristã, diante de outras concepções. Alegava ele que a nossa cultura matou o Pai (Deus). Nossa sociedade entendendo ser laica, na verdade é ateia. A sociedade laica respeita todos os credos em pé de igualdade. A ateia mata a figura de Deus, o Pai Criador. Assim se anulam as diferenças, tudo e todos são a mesma coisa e cada um decide o que é melhor, já que tudo é relativo. Conclui que neste caos, sem Deus, não há criação e nem o ser humano como guardião da criação, mas haverá sempre uma “dissolução” pois, tudo fica incompleto.
A felicidade de uma família é dom de Deus, afeto recíproco e harmonia, uma alegria que torna a vida mais fácil. É alegria que não precisa ser procurada, vem espontaneamente, quando se busca somente amar. A dedicação em procurar o bem para o outro é a medida da própria felicidade no seio de uma família: fazer da felicidade própria a felicidade dos outros.
Nada de egoísmo que mata toda forma de amor, egoísmo que tudo devora e não se contenta com nada. É preciso se guiar não pela preocupação consigo mesmo e com a própria felicidade, mas se guiar pelo amor generoso que busca fazer os outros felizes. Este é o segredo do sucesso de uma família construída conforme o projeto de Deus.
Assim foi a dedicação de São José a Maria e a Jesus. Assim foi a vida dedicada de Maria a seu esposo José e seu filho Jesus e assim foi a vida de Jesus em concórdia com seus pais José e Maria.
Já constava no Talmud Babilônico do ano 50 d.C., que “A sociedade e a família assemelham-se ao arco de um palácio: se tirares uma única pedra, tudo desabará”.

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