07 Jul 2022

Publicado em DOM PEDRO
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Quantas pessoas se chamam José! Um nome que não sai de uso em todas as línguas. José significa “Deus acrescenta”. De fato a José Deus acrescentou muitos dons preparando-o para a missão que ele deveria exercer: ser o pai adotivo do Filho de Deus. Ser para Jesus a figura o Pai do céu. Jesus é divino mas se encarnou. Sendo humano, passou pelas etapas de crescimento de uma criança. Sabemos como a figura do pai molda a personalidade do filho.
José era de Belém, cidade do rei Davi do qual herdou a linhagem. Viveu na cidadezinha de Nazaré, na Galiléia, onde exerceu o ofício de carpinteiro ou artesão (tekton) conforme o Evangelho (cf. Mt 13,55). Era noivo de Maria quando descobriu que ela estava grávida. Inicialmente, pensou em repudiá-la em segredo para evitar que ela fosse penalizada pela Lei, que condenava à morte tais mulheres. Após um sonho, porém, no qual o Anjo lhe advertiu que devia desposar Maria e assumir a paternidade do seu filho, ele se casa com ela, tornando-se assim pai legal de Jesus, adotando e criando-o como seu filho (Lc 3,23;4,22).
Nesta paternidade José foi investido de modo mais abrangente do que se tivesse sido pai biológico de Jesus. Foi um caso singular, pai sem gerar, mas não mero padrasto ou tutor. Assim, ele foi tudo para Maria e Jesus e nada para si mesmo.
Os Evangelhos falam pouco de José, mas sua autoridade é incontestável. Sua participação na história redentora é reconhecida. O Evangelista Mateus usa uma palavra para defini-lo que diz tudo sobre ele: “justo”. Este adjetivo engloba todas as virtudes e é usado para poucas pessoas na Bíblia, sendo uma delas, Abraão o “pai da fé”.
José é o chefe da família de Nazaré, sempre silencioso mas ativo e eficiente, em resolver as questões e problemas que envolveram sua família. Corajoso e criativo, tanto na fuga para o Egito, como no dia a dia na profissão que passou ao filho, como era costume. Sua autoridade não é autoritarismo. Sua autoridade provém de sua sabedoria, virtude do homem maduro, seu trabalho e paciente perseverança.
José assumiu toda a responsabilidade sobre Jesus do qual foi humanamente falando, o mestre de vida nos anos de infância e juventude. Retidão, honestidade e fidelidade à palavra de Deus e obediência são características de José. Os Evangelhos não tecem muitos elogios a José, mas basta a descrição das tarefas a ele confiadas por Deus, para deduzir quantos elogios ele merece.
A Igreja valoriza a figura de José como um modelo para o homem de hoje. Ele é declarado santo. Como não haveria de ser, convivendo com Jesus e Maria no dia a dia de Nazaré? São José foi estabelecido Patrono da Igreja pelo Papa Pio IX, protetor das famílias e dos operários. É costume em muitos lugares no momento do apuro, exclamar: valei-me São José. E ninguém reclama que não é atendido.
Devoto conhecido de São José é o Papa Francisco que declarou o Ano de São José (2021), através da Carta Apostólica “Patris Corde”(Coração de Pai). Tendo como ponto de partida o exemplo de São José, carpinteiro de Nazaré, vemos a importância das pessoas comuns que exercitam todos os dias a paciência, e se comprometem na construção de um mundo melhor.
A todos os: José, Zé, Zeca, Zezinho, Zezão, Zezé, Juca, Josemar, etc, meus cumprimentos.

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