
Estamos começando as nossas comemorações juninas. Entre pipocas, quentões, fogueiras, quermesses e inúmeros outros festejos, com variadas guloseimas e brincadeiras, estão também as tradicionais quadrilhas. Na segunda metade do século passado, em São Bernardo, havia muitas quadrilhas que se exibiam nos mais diversos locais e sempre aconteciam os concursos onde eram selecionadas as melhores.
Nesta coluna já focalizamos algumas quadrilhas são-bernardenses. Hoje, lembramos da Quadrilha da Sociedade Amigos de Vila Marchi, criada em 1967. Tinha em torno de vinte dançarinos, que eram moradores do entorno, frequentadores da Paróquia Nossa Senhora da Assunção e algumas funcionárias da Fábrica Dulcora. Estava sob o comando do marcador Antônio Carlos Lourenzo Bailon conhecido como “Sapatão” – que era o responsável por cantar os movimentos, estabelecer o ritmo da coreografia e conduzir os pares dançantes durante toda a apresentação.
Os figurinos eram idealizados e confeccionados pelos participantes ou suas mães. Ensaiavam na sede da própria Sociedade e de lá saíam para se apresentarem em vários locais, entre eles, o caramanchão da igreja que eram paroquianos, as instalações da Fábrica Dulcora, Clube do MESC, Gevu-Sociedade Pró-Melhoramentos das Vilas Unidas, Odeon Clube –neste espaço, num concurso com diversas quadrilhas, conquistaram o segundo lugar e, por conta disso, foram convidados a participar de um programa na extinta TV Excelsior.
Segundo Aparecida Bianchini Battistin e Osmar Panzelli, que integraram este grupo, a grande animação e a forte amizade desses quadrilheiros juninos garantiram que a tradição e a animação desta quadrilha se mantivessem vivas e atuantes até os primeiros anos de 1970.
Hilda Breda – integrante da AME (Associação dos Amigos da Memória de São Bernardo).

















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