Antônio Lopes é uma criança de 2 anos, alegre, carinhosa e muita esperta. Ele ama brincar, ouvir histórias e estar perto de quem ama, em São Bernardo. Ao lado da mãe, Bianca Lopes, explora o mundo com muita coragem e determinação.
O pequeno possui nanismo e Bianca busca fazer de tudo para garantir que o filho tenha uma infância leve, segura e feliz. Para ela, “ser mãe de uma criança com nanismo é, antes de tudo, um exercício diário de amor, força e aprendizado. É entender que meu filho não é definido por uma condição, mas que essa condição exige cuidados específicos, acompanhamento médico constante e, muitas vezes, uma luta maior por direitos que deveriam ser garantidos”, afirma.
Em meio à busca para oferecer melhores condições de vida para o filho, Bianca conheceu o Voxzogo, um medicamento indicado para o tratamento da acondroplasia em crianças, uma condição genética rara que provoca nanismo desproporcional, comprometendo o crescimento dos ossos e afetando diretamente a saúde e qualidade de vida dos pacientes. Porém, por ser um medicamento de alto custo, foi necessário obter o tratamento via judicial.
Antônio iniciou o uso do Voxzogo em janeiro de 2025. De acordo com Bianca, durante o período em que ele fez uso do medicamento, foi possível observar efeitos posi-tivos, dentro do esperado para o tratamento. “Antônio começou a andar, houve melhora na parte respiratória e outros ganhos de autonomia no dia a dia”, conta.
Porém, em outubro de 2025, a família foi informada de que a medicação seria cortada por decisão judicial, sob alegação de que o medicamento não teria eficácia a longo prazo. Bianca confessa que “para a família, foi um choque e uma sensação profunda de impotência, pois estamos falando da saúde e do desenvolvimento de uma criança”.
Antônio possui o medicamento até o início de fevereiro e, agora, Bianca recorre na justiça e espera que o caso seja resolvido o mais rápido possível. “Quando uma medicação é retirada, não é apenas um remédio que deixa de ser fornecido, é uma chance que está sendo tirada. Sigo lutando pelo Antônio, não só como mãe, mas como alguém que acredita que nenhuma criança deveria ter sua saúde decidida sem olhar para sua realidade, sua história e suas necessidades”, conclui a mãe.
Bianca ainda revelou que o custo da medicação gira em torno de R$ 80 mil a R$ 85 mil, além das taxas de importação, porque o medicamento vem da Alemanha.
Enquanto recorre da decisão judicial, em busca de reverter a situação, a mãe realiza uma Vaquinha Online para conseguir arrecadar o valor para compra da medicação para o Antonio, de forma particular. Bianca conta que já conseguiu algumas doações. Aos interessados em ajudar: campanhadobem.com/tratamento-antonio.
















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