
Excesso de velocidade, uso do celular ao volante, imprudência, falta de sinalização adequada, cidades planejadas e construídas para os carros, são alguns dos motivos dos altos índices de mortes de pedestres.
No ABC, em 2025, 90 pedestres morreram após serem atropelados, de acordo com o painel de dados do Infosiga, sistema estadual de monitoramento da letalidade no trânsito. O número, além de alto, é 38,5% maior do registrado em 2024, quando 65 pessoas morreram atropeladas no ABC.
Em São Bernardo, o número de óbitos de pedestres subiu 90,9% em 2025. Foram 42 vítimas ano passado, ante a 22 em 2024. Em dezembro, sete pessoas morreram na cidade em decorrência de atropelamentos.
Em Santo André, foram 21 pedestres mortos em 2025. Em 2024, foram dois. As únicas cidades onde houve queda no número de óbitos de pedestres foram São Caetano e Ribeirão Pires. Rio Grande da Serra não teve registros em 2024 e teve um óbito de pedestre em 2025. No Estado de São Paulo, foram 1.376 mortes ano passado, sendo 142 no mês de dezembro.
Tanto se investe em programas de recapeamento, mas os números ainda revelam a falta de um olhar mais atento das Prefeituras em relação aos pedestres. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o limite de 30 km/h para a maioria das vias urbanas, onde há interação entre carros e pedestres.
O órgão ainda recomenda que as vias urbanas não tenham limites de velocidade acima de 50 km/h, e que esse limite seja usado apenas em vias onde o fluxo de veículos não interferira nos deslocamentos de pedestres e ciclistas e na convivência das pessoas com o espaço público da rua. Além do controle da velocidade, o que ainda é deficitário na maioria das cidades é a fiscalização.
É rotineiro ver motociclistas avançando o sinal vermelho e andando na contramão. Outro ponto são os semáforos, onde a maioria é programada para dar vazão aos carros e não aos pedestres. Às vezes, com pressa, o pedestre acaba atravessando a rua no sinal vermelho, ou fora da faixa, e então é atropelado.
No Estado, segundo dados do Infosiga, os atropelamentos fatais de pedestres recuaram no mês de janeiro. Porém, o número ainda é alto. Foram registradas 88 ocorrências, contra 94 no primeiro mês do ano passado (queda de 6,4%). No ABC, foram 8 mortes de pedestres em janeiro de 2025 e 5 mortes em janeiro deste ano.














