Cidades

No ABC, 158,8 mil pessoas possuem alguma deficiência

Secretário do Estado destaca avanços da região em políticas públicas para PCDs e acessibilidade

Marcos da Costa: secretário dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado (Foto: Divulgação)

   O Estado de São Paulo possui, atualmente, cerca de 2,75 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Do total, 158,8 mil pessoas vivem nas sete cidades do ABC, de acordo com dados do IBGE de 2022. A maioria possui dificuldades funcionais relacionadas a enxergar (35,4%), andar ou subir escadas (25,4%), pegar objetos ou abrir garrafas (13,6%), ouvir (12,9%) e limitações das funções mentais, que correspondem a 12,7%.

   Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), de 2020, no Estado de São Paulo, aproximadamente, 148,8 mil pessoas com deficiência estavam empregadas. Na região do ABC, de janeiro a outubro de 2025, de acordo com dados do Observatório dos Direitos da Pessoa com Deficiência, foram 2.076 admissões no período. 

  Além de promoverem diversos feirões de empregos com vagas destinadas a este público, os municípios do ABC, com exceção de Diadema, contam com o Polo de Empregabilidade Inclusiva (PEI), uma iniciativa do Governo de SP que conecta pessoas com deficiência a vagas de emprego, oferecendo qualificação, orientação profissional e suporte na contratação. Os equipamentos foram inaugurados em 2025 e, de acordo com o secretário dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado, Marcos da Costa, representam um avanço fundamental para as cidades.

   “Estruturam uma política pública permanente de inclusão no mercado de trabalho. Não se trata apenas de encaminhar pessoas com deficiência para vagas, mas de oferecer um acompanhamento completo, que começa no preparo do candidato, passa pelo processo seletivo e segue no pós-contratação, garantindo condições reais de permanência e desenvolvimento profissional”, afirma Costa.

   O secretário explica que o diálogo é a base do serviço oferecido. “Dialogamos com a pessoa com deficiência, oferecendo o suporte de que ela necessita, e com a empresa, mostrando como pode se tornar um ambiente verdadeiramente inclusivo, sem barreiras – sejam arquitetônicas, atitudinais ou de qualquer outra natureza. Por meio do emprego, levamos dignidade, autonomia e cidadania às pessoas”, diz. Segundo a secretaria do Estado, Diadema ainda não assinou o protocolo para implantação do PEI, mas tem intenção em firmar a parceria.

Avanço em acessibilidade

   Em relação às questões de acessibilidade e implantação de programas inclusivos, Marcos da Costa analisa o avanço do Estado de São Paulo e cidades do ABC.

   “A acessibilidade, hoje, é entendida como tecnológica, comunicacional, atitudinal e representa a possibilidade de acesso a direitos, serviços, informação, trabalho, cultura e participação social. Temos programas de empregabilidade inclusiva, capacitação contínua de agentes públicos para qualificar o atendimento à pessoa com deficiência, acessibilidade de pontos turísticos, o São Paulo São Libras, além do incentivo à cultura inclusiva”, comenta.

   No ABC, o secretário destaca a Rede de Reabilitação Lucy Montoro, em Diadema, o programa São Paulo São Libras e Programa de Desenvolvimento Paralímpico, que qualificou aproximadamente 350 profissionais de Educação Física em cursos realizados em São Bernardo e Santo André. Outro exemplo relevante é o programa TODAS inRede, que já formou mais de 80 mulheres com deficiência em cursos de liderança e empoderamento feminino.

Atendimento presencial

   Na próxima segunda (2), de fevereiro, a Prefeitura de Mauá promove o terceiro atendimento presencial voltado exclusivamente para pessoas com deficiência (PCDs) que buscam oportunidades no mercado de trabalho. A ação acontecerá das 9h às 16h, na Casa do Trabalhador, localizada na Rua Jundiaí, 63, bairro da Matriz.

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