
Recém-inaugurado na capital peruana, o nhow Lima, primeiro hotel da marca na América Latina, é um autêntico manifesto arquitetônico que funde tradição e vanguarda. Concebido pelos renomados arquitetos espanhóis Juli Capella e Miquel García, o projeto se inspira na cosmovisão andina e nas culturas ancestrais como Nazca, Moche e Chavín, reinterpretadas com uma linguagem contemporânea.
Foram cinco anos de trabalho meticuloso dos arquitetos, com uma profunda inspiração na cosmovisão e nas tradições do Peru, reinterpretadas sob uma ótica internacional e vanguardista. Um dos elementos mais marcantes é o grande átrio central, um espaço aberto de 14 andares que integra grande parte do edifício. Sua estrutura triangular e o uso de grades luminosas inspiradas nos têxteis peruanos criam um ambiente vibrante e contemporâneo. Esse átrio é, ao mesmo tempo, uma peça arquitetônica impactante e um ponto de encontro que estimula a convivência e o senso de comunidade entre os hóspedes.
Desde o início, o design do nhow Lima buscou ir além dos clichês sobre a cultura peruana. “Novos mitos, novos ritos” foi o lema que guiou a criação – um convite ao diálogo com a mitologia pré-colombiana e sua transposição para uma experiência espacial e visual contemporânea. O desafio foi integrar sem imitar, respeitando a essência local, mas com a ousadia e irreverência características da marca nhow, que busca constantemente surpreender e provocar.
Para os arquitetos responsáveis pelo projeto, Juli Capella e Miquel García, o hotel é uma forma de “viver os fascinantes ritos e mitos peruanos sob a ótica radical do presente”. A ideia, ressaltam, é colocar Lima no mapa internacional da arquitetura e da hospitalidade, com um marco na história arquitetônica da cidade. A fachada do edifício reflete essa filosofia: elegante e moderna, antecipa um interiorismo radical que oferece conforto e exclusividade sem cair no luxo convencional. Os ambientes estão impregnados de simbolismo e sensibilidade, criando uma atmosfera emocional e imersiva.

Desenho sob medida para a Lima do passado e a do presente
Seja nos quartos – cada um com sua decoração única -, seja no Zönico – restaurante que tem como foco a gastronomia dos países banhados pelo rio Amazonas – ou nas áreas comuns, o nhow Lima celebra a herança cultural do Peru por meio de um diálogo criativo com a arquitetura e o design contemporâneos.
No interior, o projeto mergulha na mitologia andina e nas culturas pré-colombianas de civilizações como Nazca, Moche, Chavín e Paracas, reinterpretando seus ritos e símbolos em ambientes coloridos, de design arrojado, mas sem parecer clichê. Os elementos estão sutilmente integrados à decoração, mesclados a itens de cultura pop e arte contemporânea. Detalhes fazem toda a diferença e estão, por exemplo, nos carpetes e paredes com motivos kené, dos Shipibo-Konibo, ou em itens assinados por artesão locais, como a cortina de Pancho Basurco e a escultura de lhama com fogo interno de Patrick Gardener.

Uma viagem entre mundos
O design escolhido para o interior do edifício não tem nada de aleatório. A ideia, aqui, é homenagear a cosmovisão andina em uma hierarquia vertical. Uku Pacha (o mundo subterrâneo) é evocado na entrada dramática do hotel; Kay Pacha (o mundo terreno) ganha vida nos 243 quartos; e o Hanan Pacha (o mundo celestial) reina absoluto na suíte principal e no rooftop, onde uma piscina com fundo ilustrado por desenhos da cultura Paracas espelha o céu e a espiritualidade. Desse ponto, aliás, abre-se uma vista panorâmica e inesquecível da cidade.
Na fachada do edifício voltada para a área da piscina, um mosaico monumental reinterpreta a Estela Raimondi, objeto sagrado para a cultura Chavin, dos Andes peruanos, refletida na piscina invertida. A combinação é uma forma de estabelecer uma leitura simbólica e contemporânea da espiritualidade peruana. Por fim, o nhow Lima também celebra a diversidade natural e cultural do Peru. Enquanto o salão principal faz referência ao mito do ouro, a cobertura evoca as paisagens de Vinicunca e Moray.
Para o diretor do nhow Lima, Marc Balanger, as escolhas visuais criam uma experiência sensorial inigualável, que faz do hotel um dos destaques da capital. “Tanto o exterior quanto os ambientes internos estão impregnados de referências estéticas que demonstram profundo conhecimento e admiração pela cultura ancestral peruana. Ao mesmo tempo, cada espaço estimula a curiosidade e convida os hóspedes a se envolver nessa viagem entre o passado e o presente. É um exercício constante de criatividade e respeito pela tradição local.”
Localizado em um dos recantos mais badalados de Lima, Miraflores, o hotel fica a apenas 35 minutos de carro do Aeroporto Internacional Jorge Chávez. Seus hóspedes também estão perto de algumas das atrações turísticas mais buscadas da cidade, como o calçadão, centros culturais, galerias de arte, lojas de design e restaurantes que fazem da gastronomia peruana uma referência mundial.














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