
A partir do segundo semestre, Paranapiacaba receberá uma mudança visual. O projeto, em parceria do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) com a Prefeitura de Santo André, irá restaurar 34 casas da vila inglesa do século XIX. O investimento será de R$ 11,7 milhões e faz parte do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal.
“Dentre os 34 imóveis, a maioria é de residências e comerciantes locais, todas situadas no circuito turístico da Vila”, conta o subprefeito de Paranapiacaba e Parque Andreense, Fabio Picarelli.
As obras terão a duração de cerca de dois anos e, durante este período, moradores e comerciantes serão realocados. “Ninguém ficará desalojado nesse período”, garante o subprefeito.
Boa parte dos imóveis que serão restaurados foram construídos com madeira pinho-de-riga e telhas, que foram produzidas em Marselha, na França, os itens deverão ser mantidos, de acordo com Picarelli. “Não haverá modernização, mas sim um restauro para manter todas as características dos imóveis no estilo inglês. Se eventualmente tivermos que restituir peças, serão utilizados materiais devidamente aprovados pelos órgãos de patrimônio”, afirma.

O valor total do investimento não foi totalmente destinado à Prefeitura para realização das obras, pois os repasses só são efetivados com o avanço das fases das obras. Caso haja mudança no comando do governo federal, não há garantia se os repasses poderão sofrer atrasos ou não se concretizarem. “Os valores estão garantidos pelo governo federal, mas os repasses só ocorrem mediante medição e entrega das fases da obra. Esses valores não passam pelos cofres do município; são repasses diretos ao vencedor da licitação que executará a obra. Riscos sempre temos, mas o Iphan sempre cumpriu com todas as suas obrigações previstas no convênio”, explica Picarelli.
De acordo com o subprefeito, o restauro é mais um passo de Piranapiacaba em busca do reconhecimento da Vila como patrimônio mundial da UNESCO. “Com o restauro dessas 34 casas, Paranapiacaba segue com seu plano de gestão do patrimônio histórico nacional, cujo objetivo principal é o reconhecimento como patrimônio mundial da UNESCO. Esse plano segue com o Novo PAC e prevê quase mais dois blocos de restauros na mesma proporção”, avalia.
A restauração não irá interferir na agenda de eventos culturais. “A Vila já tem um calendário de eventos consolidado e o que teremos que fazer é melhorar os acessos ao sítio turístico e o controle do número de pessoas diário para proteger esse patrimônio”, diz Picarelli.
Atualmente, a Vila recebe cerca de 500 mil pessoas por ano, cujo ticket médio é de R$ 100. Com a modernização dos imóveis é esperado incremento de visitantes e da receita turística.














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