Em meio a bombardeios, explosões e tremores, no sábado (3), a Venezuela viu seu líder Nicolás Maduro e sua mulher Cilia Flores serem capturados pelas forças militares americanas. Maduro e a esposa estavam na capital Caracas e foram levados de avião, sob forte escolta de policiais, para Nova York, no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn. Maduro responde por acusações de tráfico de drogas, narcoterrorismo e porte ilegal de armas.
O ditador venezuelano estava no comando do país há quase 13 anos. Segundo documento do Departamento de Justiça, Maduro é culpado de “participar, proteger e perpetuar uma cultura de corrupção de enriquecimento a partir do tráfico de drogas” e de lucrar com isso.
O venezuelano se declarou inocente e disse ser “prisioneiro de guerra”. O presidente Donald Trump,
horas depois da operação, afirmou que os EUA vão governar a Venezuela até uma transição de poder organizada. Trump disse ainda que vai controlar as reservas de petróleo do país, que são as maiores do mundo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a afirmar que “uma linha inaceitável” foi ultrapassada. Integrantes do governo avaliaram o episódio como grave e preocupante, devido ao uso direto da força como objetivo político.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, de segunda (5), afirmou que considera um erro a crítica de Lula à invasão da Venezuela por parte dos Estados Unidos.
“A gente pode criticar os meios que foram usados agora, a legitimidade ou não. Mas o fato é que algo precisava ser feito e foi feito. Isso acontece porque nunca houve, por parte do Brasil, a liderança nesses últimos anos para conduzir esse processo de transição, para que a Venezuela pudesse de fato migrar para uma democracia e que pudesse caminhar com as próprias pernas. Cabe ao Brasil ajudar a
Venezuela agora a se reerguer”, disse. Confira o que lideranças do ABC pensam sobre o tema.
“O episódio reforça a relevância do diálogo entre as nações, do respeito às instituições e do fortalecimento dos mecanismos internacionais voltados à estabilidade política, à democracia e à paz. Santo André, como cidade comprometida com os valores democráticos, com os direitos humanos e com a convivência pacífica entre os povos, manifesta sua confiança de que os desdobramentos ocorram dentro dos marcos do direito internacional e das instâncias competentes, preservando a soberania dos Estados e a segurança das populações envolvidas”
Gilvan Ferreira (prefeito de Santo André)
“São Bernardo, assim como cidades por todo o Brasil, acolhe imigrantes vindos de diferentes partes do mundo em busca de oportunidades. Precisamos considerar, dentro das políticas públicas do município, que o cenário geopolítico tem impacto nos movimentos migratórios. O ABC abriga, inclusive, famílias de venezuelanos que deixaram seu país para conseguir trabalho, em meio a dificuldades que enfrentavam.
Nossas equipes acompanham de perto a situação vivida na Venezuela esperando que a vontade de seu povo prevaleça, com melhores perspectivas de desenvolvimento social e econômico”
Marcelo lima (prefeito de São Bernardo)
“A captura de Nicolás Maduro evidencia o colapso de um regime autoritário responsável por perseguições políticas, miséria e uma das maiores crises humanitárias do mundo. O governo brasileiro erra ao se alinhar ou relativizar uma ditadura que viola sistematicamente direitos humanos e frauda eleições. Democracia não é questão ideológica, é princípio. E regimes autoritários precisam ser enfrentados, não protegidos”
Carla Morando (deputada estadual)
“Sou firme na condenação ao regime autoritário de Maduro, que destruiu a economia e sufocou as liberdades na Venezuela. No contexto das recentes ações dos EUA, é fundamental abrir um novo tempo: colocar o povo venezuelano no centro, com democracia, dignidade e esperança”
Thiago Auricchio (deputado estadual)



















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