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Rio Grande da Serra recebe primeira ambulância do SAMU

Ambulância destinada a Rio Grande pelo governo federal (Foto: Gov.br)

O prefeito de Rio Grande da Serra, Akira Auriani, destacou a chegada de uma nova ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para o município. Akira destacou a importância estratégica da conquista, explicou os próximos passos para que o veículo entre em operação.

“Recebemos uma ambulância do SAMU aqui para Rio Grande. Só que como muita gente é descrente do trabalho, começam aquelas críticas. Mas, quem mora aqui sabe que, se der uma emergência no município, a gente leva de 40, 50, mais de uma hora para chegar uma ambulância, porque a nossa base fica em Mauá. Então, ter uma ambulância do SAMU na cidade fará toda a diferença na hora de salvar uma vida”, afirmou.

O prefeito explicou que, pelos critérios do programa do Ministério da Saúde, o atendimento contempla municípios com mais de 100 mil habitantes, enquanto Rio Grande da Serra tem cerca de 50 mil moradores. Ainda assim, a cidade buscou a inclusão no sistema.

“Pelos critérios do SAMU e do Ministério da Saúde, Rio Grande não poderia receber uma ambulância, porque são destinadas a municípios acima de 100 mil habitantes. Mas nós fomos lá, batemos na porta, brigamos para que a gente pudesse receber essa ambulância”, destacou.

Para ele, a conquista representa mais do que a chegada de um veículo. “Não se trata apenas de receber um veículo, mas de ampliar nossa capacidade de salvar vidas. Essa ambulância reforça a estrutura da saúde do município e traz mais agilidade no atendimento à nossa população”, disse.

Durante o discurso, o prefeito ressaltou que o resultado é fruto de um trabalho de longo prazo. “Essa ambulância é fruto de 10 anos de trabalho. Ela não veio de repente, ela não surgiu de um dia para o outro, porque o presidente foi lá e falou: vou dar uma ambulância para Rio Grande da Serra. A gente já vem construindo isso há mais de 10 anos”, afirmou.

Akira também explicou que, com a entrega, o município seguirá os trâmites necessários para a integração definitiva da unidade ao sistema regional, incluindo adequações técnicas, habilitação e organização operacional.

“Agora, vem a base e vem o custeio de cinco equipes para poder manter o SAMU. Cinco médicos, cinco enfermeiros, auxiliares, motoristas, toda uma equipe, que por ano custa para a nossa cidade 3 milhões de reais, que será custeado também pelo governo federal. É toda uma construção que é feita, que não é do dia para a noite”, explicou.

Ao encerrar, o prefeito relembrou, em suas próprias palavras, experiências pessoais que reforçam o significado da conquista. “Já perdi pessoas aqui na cidade que a gente amava, esperando o SAMU chegar. Então eu sei o quanto é difícil. Mas nem por isso, a gente desistiu e deixou de acreditar que daria certo. Agora, dar continuidade nas próximas etapas para construir tudo o que o Rio Grande precisa para ter o atendimento em até cinco minutos. Isso vai salvar vidas, isso fará a diferença”, finalizou Akira.