Educação

Professor do Singular há 30 anos, Zamborlini leva os oceanos para a sala de aula

Professor usa os conhecimentos sobre o universo marinho para desenvolver projetos da escola

  O oceano, com sua imensidão, cores e diversidade, encanta a todos que param para prestar atenção. Desde pequeno, Eduardo Zamborlini ficava fascinado por tudo que vivia debaixo da água. Queria entender o funcionamento real dos ecossistemas e, por isso, ainda na década de 1980, tentava reproduzir ambientes naturais, tanto de água doce, quanto marinho.

   “Para mim, aquário nunca foi apenas ‘criar peixe’. Era reproduzir um pedacinho de lago, rio ou oceano: o substrato, as bactérias, os microcrustáceos, os copépodes, a biota inteira que sustenta a vida. Sempre me impressionou perceber quanta vida existe ali, mesmo sem a gente enxergar”, afirma.

Eduardo Zamborlin
(Foto: Arquivo)

   Foi assim que Eduardo passou a estudar os ciclos biológicos e o equilíbrio ecológico que permite a vida. Pensou em cursar oceanografia na faculdade, mas a vida seguiu outros rumos e a paixão pelos oceanos se tornou um hobby sério, ao qual se dedica até hoje.

   O oceano ocupa 70% do planeta, sendo que mais de 50% do oxigênio é produzido por algas marinhas, por meio da fotossíntese (de acordo com dados da ONU) e tem papel fundamental na regulação climática. Sobre isso, Zamborlini faz um alerta: “Cuidar dos oceanos significa cuidar da origem da vida. Isso começa pelo respeito e pela redução da poluição, mas passa também pela educação. É fundamental mostrar às crianças e aos jovens, a importância dos oceanos, o impacto das nossas ações e como cada atitude conta”, diz.

   Eduardo trabalha há 30 anos no Colégio Singular, atualmente na área administrativa, onde usa os conhecimentos sobre o universo marinho para desenvolver projetos da escola. “Sempre busquei trabalhar com os alunos exatamente aquilo que acredito. A educação é a base para a preservação dos oceanos. Por isso, desenvolvi diversos projetos que aproximavam crianças e adolescentes do universo marinho – desde conhecer recifes, manguezais e suas funções, até entender que esses ambientes são, literalmente, a origem da vida”, conta.

   Os projetos de Eduardo incentivam os alunos a criar sites, campanhas, materiais digitais e redes sociais voltadas à conscientização ambiental. Em 2025, desenvolveu o projeto Singular Ocean Play, no Shopping ABC, recebendo milhares de crianças em uma experiência que reuniu diversão, aprendizagem e imersão no mundo marinho.

Projeto Singular Ocean Play, no Shopping ABC

   A possibilidade de novas descobertas no universo vasto e profundo dos oceanos é o que o motiva a embarcar nessa imensidão desconhecida e continuar pesquisando.

   Para Eduardo, o oceano é para todos. “O oceano tem muitas facetas e cada pessoa se conecta a ele de um jeito diferente. Há quem se encante pelo oceano profundo, onde vivem as baleias. Outros preferem a costa, onde praticam surf. Há quem se apaixone pelos recifes de corais, manguezais, pelos peixes, pelos animais de grande porte. Mas tudo isso é uma única coisa: os oceanos, berço da vida no nosso planeta. Precisamos olhar para isso todos os dias. Sem os oceanos, simplesmente não existe vida na Terra”, avalia.

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