
(Foto: Rovena Rosa/A.Brasil)
O índice de desconforto econômico na Região Metropolitana de São Paulo deve atingir níveis inéditos de baixa neste primeiro semestre de 2026, segundo estudo do Banco Santander. O indicador combina as taxas de inflação e desemprego para sintetizar o impacto da economia no cotidiano das famílias.
O levantamento reflete, nessa região, inflação moderada e mercado de trabalho mais aquecido, com impacto positivo no poder de compra e na confiança do consumidor. Segundo o estudo, em 2025 o índice da região estava em 9,9%, o menor já observado desde o início da série histórica em 2012, porém ainda acima do registrado no país, de 9,3%. Os economistas do Santander e responsáveis pelo estudo, Rodolfo Pavan, Henrique Danyi e Ítalo Franca, ressaltam que 2012 é um bom ano de referência, pois registrou o menor desemprego e inflação antes do cenário atual.
“O Brasil pode alcançar um patamar de desconforto econômico historicamente baixo no primeiro semestre deste ano, com efeitos particularmente fortes na Região Metropolitana de São Paulo”, afirmam os economistas.
O estudo sugere que, apesar das diferenças regionais persistentes, há uma tendência clara de melhoria nas condições econômicas para as famílias em diversas partes do país. Segundo os economistas do Santander, o desempenho observado no índice de desconforto econômico pode ser um sinal de resiliência mesmo em um contexto com juros ainda elevados.
Os executivos ainda destacam que os dados regionais, como os da Região Metropolitana de São Paulo, serão fundamentais para monitorar a evolução do bem-estar econômico até o fim de 2026.













