Saúde

Sarampo: vacinação continua sendo a principal forma de prevenção, alerta especialista

Vírus do sarampo é transmitido principalmente por gotículas eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar
(Foto: Arquivo)

O aumento de casos de sarampo em diferentes países tem reforçado a importância da vacinação e da vigilância epidemiológica para evitar a reintrodução da doença. Apesar de o Brasil ter avançado no controle da circulação do vírus nos últimos anos, especialistas alertam que a redução da cobertura vacinal e o intenso fluxo de viagens internacionais mantêm o risco de novos surtos.

Segundo o Prof. Dr. José Luís Laporta, coordenador adjunto do curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário Fundação Santo André, o sarampo é uma doença altamente contagiosa, mas que pode ser prevenida de forma eficaz por meio da imunização.

“O sarampo é uma das doenças infecciosas mais transmissíveis que conhecemos. Felizmente, também é uma das que podem ser prevenidas com maior eficácia por meio da vacinação. Manter altas coberturas vacinais é essencial para proteger toda a população.”

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença viral aguda causada por um vírus da família Paramyxoviridae, transmitido principalmente por gotículas eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus pode permanecer suspenso no ar por algum tempo em ambientes fechados, facilitando sua disseminação.

“Uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para diversas outras que não estejam imunizadas, tornando o sarampo extremamente contagioso.”

Quais são os sintomas?

Os primeiros sinais costumam surgir entre sete e quatorze dias após o contato com o vírus.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • febre alta;
  • tosse;
  • coriza;
  • olhos vermelhos (conjuntivite);
  • mal-estar intenso;
  • manchas avermelhadas na pele que começam geralmente no rosto e se espalham pelo corpo.

O professor explica que o paciente pode transmitir o vírus antes mesmo do aparecimento das manchas.

“Esse período de transmissão antes do diagnóstico facilita a disseminação da doença, especialmente em ambientes com grande circulação de pessoas.”

Quais são as complicações?

Embora muitas pessoas se recuperem completamente, o sarampo pode provocar complicações graves, principalmente em crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com baixa imunidade.

Entre elas estão:

  • pneumonia;
  • otite;
  • encefalite (inflamação do cérebro);
  • desidratação grave;
  • comprometimento do sistema imunológico.

“O sarampo não deve ser encarado como uma doença comum da infância. Em alguns casos, pode evoluir para quadros graves e até levar ao óbito.”

A vacinação salva vidas

Segundo o Prof. Laporta, a vacina continua sendo a principal estratégia para evitar surtos.

“Quando a maioria da população está vacinada, cria-se uma barreira de proteção coletiva que reduz significativamente a circulação do vírus, protegendo inclusive pessoas que não podem receber a vacina por indicação médica.”

A vacina contra o sarampo faz parte do calendário nacional de imunização e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Cuidados importantes

Além da vacinação, algumas medidas ajudam a reduzir o risco de transmissão:

  • manter a carteira de vacinação atualizada;
  • procurar atendimento médico ao surgirem sintomas compatíveis;
  • evitar contato com outras pessoas em caso de suspeita da doença;
  • reforçar a higiene das mãos;
  • seguir as orientações das autoridades de saúde em situações de surtos.

O papel da vigilância epidemiológica

O especialista destaca que identificar rapidamente casos suspeitos é fundamental para impedir a disseminação do vírus.

“A vigilância epidemiológica permite investigar casos, identificar contatos e interromper cadeias de transmissão antes que novos surtos se estabeleçam.”

A importância da Biologia no combate às doenças infecciosas

Para José Luiz Laporta, profissionais das Ciências Biológicas desempenham papel essencial no estudo dos vírus, na vigilância epidemiológica, no desenvolvimento de vacinas e na educação em saúde.

“A Biologia contribui para compreender como os vírus se comportam, como são transmitidos e quais estratégias são mais eficazes para proteger a população. O conhecimento científico é uma ferramenta indispensável para prevenir doenças e orientar políticas públicas de saúde.”

Informação e vacinação caminham juntas

O professor conclui reforçando que a confiança na ciência e nas vacinas continua sendo a melhor forma de evitar o retorno de doenças que já estavam sob controle.

“O sarampo é uma doença evitável. Manter a vacinação em dia protege não apenas cada indivíduo, mas toda a comunidade. A prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para preservar vidas e fortalecer a saúde pública.”

Informações institucionais

O Centro Universitário Fundação Santo André, Fundação Pública Municipal, tem mais de 70 anos, 100.000 alunos formados e conta com mais de 100 laboratórios, tem NOTA MÁXIMA 5 institucional junto ao MEC e conta com cursos na área de Direito, Negócios, Engenharia, Arquitetura, Química, Ciência da Computação, Ciência de Dados e IA, TI, Psicologia, Biomedicina dentre outros. A Fundação Santo André conta com diversos programas de bolsa de estudos com o intuito de democratizar o ensino superior do País.

Mais informações: https://www.fsa.br/vestibular