Política

Tite Campanella é expulso do PL após criticar senador Marcos Pontes

“Opiniões divergentes são a base da formação partidária, e a base sobre a qual construímos nossa democracia”, disse Tite Campanella

O prefeito de São Caetano, Tite Campanella, nesta terça (7), foi expulso do Partido Liberal (PL) após fazer críticas ao senador Marcos Pontes (PL).

Durante cerimônia na Câmara Municipal, que homenageou o deputado federal Guilherme Derrite (PP), no dia 26 de março, Tite afirmou que os atuais representantes de São Paulo no Senado Federal não estão à altura do cargo.

“São Paulo é o estado mais rico, mais importante do país e tem a pior representatividade no Senado de toda a União. Temos três senadores que, absolutamente, não correspondem ao que o estado espera deles”, disse o prefeito.

O presidente estadual do PL, José Tadeu Candelária, divulgou uma nota na qual traz que a decisão foi tomada após acolher parecer da comissão de ética “com fundamento no disposto nos artigos 4º, inciso IV (Manter atitude de urbanidade e respeito para com os dirigentes partidários, os detentores de mandatos eletivos e os demais filiados) e 6º, inciso III (Fazer referências desairosas a outro candidato ou filiado do Partido). A nota diz que o prefeito de São Caetano feriu esses dois artigos.

Por meio de nota oficial, Tite disse que lamenta a forma como esse processo foi conduzido. “Opiniões divergentes são a base da formação partidária, e a base sobre a qual construímos nossa democracia. Quem age assim, não pode reclamar, no futuro, de atos que o desagradem.
Não retiro nada do que disse sobre a baixa qualidade da representatividade do Estado de São Paulo no Senado. Lamento, ainda, que, com minha saida, o PL de São Caetano do Sul ficará entregue a lideranças aliadas a Lula e Alckmin”, disse.

Após a saída de Tite, dos cinco vereadores do PL em São Caetano, quatro renunciaram aos cargos de comando na sigla, porém permanecem filiados. São eles: Cicinho Moreira (presidente); Luís Galarraga (secretário); Carlos Humberto Seraphim (suplente do diretório); e Caio Salgado, (líder da bancada e vice-presidente), deixaram os cargos no partido.