James “Trummy” Young, trombonista, compositor e cantor norte-americano, começou ainda criança tocando trompete e bateria. Quando iniciou a carreira profissional em 1928, optou pelo trombone, ao lado dos músicos Booker Coleman, Hardy Brothers, Elmer Calloway e Tommy Myles. Foi Myles que lhe deu o “apelido” de Trummy”, que o acompanharia por toda vida.

Entre 1933 e 1937, foi membro da famosa black band do pianista Earl “Fatha” Hines, juntando-se posteriormente à de Jimmie Lunceford entre 1937 e 1943, onde teve grande destaque no instrumento e como “crooner”, com sucessos ao gravar os temas “Margie” e “Tain´t What You Do” (Não é o que você faz), que compôs em parceria com Sy Oliver. Outras composições incluem “Easy Does It” (Fácil, é isso), escrita também com Sy Oliver e “Trav´lin Light” (Viajando com pouca bagagem) – uma frase idiomática – parceria com Jimmy Mundy e letra de Johnny Mercer.
O estilo de jazz conhecido por “bebop”, não representou nenhuma dificuldade, embora ele não te-nha alterado seu estilo ao longo dos anos. Em janeiro de 1945, Trummy se apresentou com o trompetista Dizzy Gillespie na versão original de “Salt Penuts” (Amendoim salgado) e “Be-Bop” (Seja bop), uma transformação moderna de “I Can´t Get Started” (Eu não consigo começar) e “Good Bait” (Boa isca).
Ainda em 1945, demonstrando sua versatilidade, faz parte da big band de Boyd Raeburn e de Benny Goodman, com o solo do tema “Gotta Be This Or That” (Tem de ser isto ou aquilo). Seu interesse pela música em geral o fez gravar também com os conjuntos liderados por George Auld, Johnny Bothwell e Al Killian, participando de gravações para os chamados V-dics na época da segunda guerra mundial.
No ano de 1946, gravou com a black band do multi instrumentista Benny Carter e participou de uma sessão com seu antigo líder Jimmie Lunceford, incluindo uma regravação de “Margie”. Além disso, excursionou pela Europa com o “Jazz At The Philharrmonic” do produtor Norman Granz, proprietário da gravadora Verve Records ao lado da cantora Billie Holiday, dos saxofonistas tenores Lester Young e Coleman Hawkins e do baterista Buddy Rich.
Em 1947, Trummy fez uma turnê com o movimento musical Jazz At The Philharmonic e participou de gravações em Los Angeles. Após uma gravação com a big band de Gerald Wilson, permaneceu por cinco anos sem gravar. O motivo deu-se porque havia se ca-sado e mudado para o Havaí, lugar de origem da esposa. Sua vida mudou novamente em 1952, quando recebeu um convite para se juntar ao famoso trompetista e cantor Louis Armstrong and his All Stars, onde permaneceu por doze anos, aparecendo na película High Society (Alta sociedade) de 1956, tenho como protagonistas, Frank Sinatra, Bing Crosby e Grace Kelly, entre outros. Produção dos estúdios da Metro-Goldwyn-Mayer.
Trummy teve um papel fundamental nas famosas jamsessions do trompetista Buck Clayton. Em 31 de março e 13 de agosto de 1954, com um solo estrondoso com seu trombone no tema “How Hi The Fi” (Que boa é a alta fidelidade). Também participou de um projeto póstumo em homenagem a seu antigo líder, o band leader Jimmie Lunceford, que recebeu arranjo e condução da orquestra pelo maestro Billy May em 1957.
Pouco depois da participação do sucesso da película “Hello Dolly” (Alô bonequinha), finalmente ele, aos cinquenta e dois anos de idade, decidiu abandonar a carreira e voltar a morar no Havaí. Durante os últimos anos da longa jornada na música, esporadicamente, liderava seus próprios grupos musicais, fazendo temporadas na Europa, tenho ao lado o também trombonista Chris Barber em uma ocasião no ano de 1978. James “Trummy” Young, um verdadeiro expoente do jazz, da era do swing e das big bands nos deixou no dia 10 de setembro de 1984, aos 72 anos de idade. Seu nome será sempre lembrado pelos aficionados do jazz.
















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