Turismo

Turismo Religioso: Dia de Reis encerra ciclo natalino e impulsiona economia em cidades históricas

Manifestação cultural de grande apelo visual e devocional, as “Folias de Reis” atraem visitantes, valorizam o patrimônio imaterial e movimentam o comércio local

Festividades consolidam-se como um motor vital para o turismo religioso e cultural
(Foto: Secult/MG)

Enquanto a maioria das capitais brasileiras desmonta as árvores de Natal no dia 6 de janeiro, o interior do país vive o ápice de uma de suas tradições mais ricas e coloridas: o Dia de Reis. As festividades, que marcam o encerramento oficial do ciclo natalino, consolidam-se como um motor vital para o turismo religioso e cultural, especialmente em cidades históricas de Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.

Mais do que uma celebração religiosa, as Folias são um espetáculo de patrimônio imaterial. Com trajes vibrantes, máscaras artesanais, cantorias e instrumentos típicos, grupos peregrinam de casa em casa e pelas praças, transformando a paisagem urbana e a rotina das pequenas cidades.

O turismo religioso movimenta milhões de reais anualmente no Brasil, e as festas de janeiro são cruciais para a microeconomia. Além da hotelaria, a festa movimenta a cadeia produtiva cultural: costureiras que produzem as vestimentas, artesãos que criam as máscaras e músicos que preservam os instrumentos tradicionais.

Muitas dessas manifestações são registradas como Patrimônio Cultural Imaterial em nível estadual e municipal. Para o turista, o dia 6 de janeiro é uma oportunidade única de ver o Brasil profundo, ouvir histórias cantadas e participar de uma festa onde a fé e a cultura popular dançam juntas.

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