Entre conversas numa reuniรฃo de famรญlia, quando degustรกvamos um delicioso churrasco, um dos bate papos, foi sobre essa modernidade do computador e a volta de jovens na casa dos 30 anos, para os bancos escolares.
Todos jรก com formaรงรฃo superior e trabalhando, de repente resolvem cursar uma nova faculdade, que no futuro vai ampliar seus campos de trabalho.
Perguntaram-me a idade de meu marido quando ele resolveu cursar Direito. Falei que ele tinha 36 anos e que meus filhos estavam com dez, oito e quatro anos de idade.
Foi difรญcil conciliar o trabalho com a responsabilidade de pai de famรญlia, mas foi compensador.
No primeiro ano Theo ficou de exame em uma matรฉria e se prometeu que isso nunca mais viria a acontecer. Assim, foi durante os cinco anos, um aluno brilhante. Ele sempre trabalhou em indรบstrias automobilรญsticas. O conhecimento das leis o ajudou muito em sua carreira.
O que de mais importante aconteceu durante esse perรญodo de estudo, foi que ele e amigos da mesma idade se integraram com pessoas mais jovens, com objetivos de uma vida de trabalho que iria comeรงar, o que lhes deu uma nova visรฃo da caminhada que estavam trilhando.
Ficaram mais soltos, mais alegres, o que repercutiu muito na vida familiar.
Assim, eu apoiei muito o que esses jovens resolveram fazer.
Entre outras conversas falamos de que muitas vezes as coisas podem nรฃo dar certo devido eles nรฃo acreditarem no seu potencial.
Vemos pessoas nรฃo se atirando na profissรฃo por medo de nรฃo serem capacitadas.
Essa inseguranรงa รฉ o comeรงo da infelicidade. Nรฃo podemos ter medo de errar.
Cada vez mais vemos homens e mulheres pedindo socorro aos profissionais em psicologia, buscando o seu โeuโ, seu ego.
Vemos jovens que no meio do curso superior descobrem que escolheram a profissรฃo errada, recomeรงando tudo outra vez em uma nova faculdade.
Os pais tambรฉm se sentem inseguros, traumatizados perante o futuro dos filhos e ainda tendo que arcar com novos gastos, que sรฃo exorbitantes.
Nรฃo sรณ os cursos sรฃo caros como todos os livros e demais materiais escolares.
Para aprendermos, nรฃo temos idade.
Nem sempre os bancos escolares nos levam a um autoconhecimento. Isso depende muito de cada pessoa.
E aรญ vai a conversa do computador. Sempre digo que ele รฉ o meu amigo. Aconselho minhas amigas que nรฃo fazem uso dele, a comeรงarem a dedilhar suas teclas.
Engraรงado como algumas pessoas tรชm medo dessa modernidade.
Com ele estamos em dia com as notรญcias, interagindo com os amigos, nunca ficando a sรณs.
Recebemos muita bobagem em e-mails, mas simplesmente peneiramos, sรณ repassando o que consideramos de valor, e lรณgico, umas piadinhas para trazer um pouco de alegria.
Hoje fazemos de tudo com essa maquininha. Seja fazer um BO ou agendar um visto em nosso passaporte.
Fazemos compras sem sair de casa e pagamos nossas contas sem ir ao banco.
Podemos conhecer um hotel e fazer as reservas, comprar nossos pacotes de viagem pagando tudo antecipado.
Hรก poucos anos atrรกs, quem diria que isso pudesse acontecer?
Principalmente para nรณs, de uma geraรงรฃo de tanta transiรงรฃo, รฉ meio assustador!
Jรก que estamos aqui, vamos aproveitar.
Um abraรงo, Didi
Divanir Bellinghausen Coppini (Didi) รฉ escritora e voluntรกria em Sรฃo Bernardo – e-mail: dibelligh@yahoo.com.br













