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Unipar registra EBITDA ajustado recorrente de R$ 1,1 bi e avança em projetos estratégicos

Resultados refletem a resiliência operacional da companhia, com margem EBITDA de 22% (Foto: Divulgação)

A Unipar divulgou seus resultados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2025 (4T25), período marcado pela persistência do ciclo de baixa petroquímico. Mesmo diante desse contexto, que incluiu queda nos preços internacionais do PVC (-10%) e da soda cáustica (-5%) e a valorização do Real em relação ao trimestre anterior, a companhia demonstrou resiliência operacional e foco em sua agenda de eficiência.

No 4T25, a Unipar registrou EBITDA ajustado recorrente de R$ 182 milhões. Este valor representa uma queda de 32% em comparação com o 3T25. No ano, o EBITDA ajustado recorrente foi de R$ 1,1 bilhão, fechando em 16% superior ao ano anterior, em função dos resultados da operação e efeitos não recorrentes nos dois períodos. A margem EBITDA ajustada recorrente alcançou 22% no ano, com o persistente ciclo de baixa do setor.

A Receita Líquida Ajustada do 4T25 alcançou R$ 1,2 bilhão, 11% abaixo do 3T25 devido, principalmente, à (i) redução nos preços internacionais de soda e PVC, (ii) menor volume de vendas de soda e PVC decorrente da sazonalidade típica do último trimestre do ano e (iii) no caso do PVC, pressão de produtos importados no mercado brasileiro.

Em 2025, a Receita Líquida Ajustada ajustada chegou a R$5,2 bilhões, equivalente a um aumento de 1% em relação a 2024, reflexo (i) do aumento dos preços internacionais da soda cáustica, apesar da redução do preço internacional de PVC, (ii) aumento no volume de clorados, influenciado positivamente pela operação a plena carga da nova planta de cloro-soda em Camaçari, e (iii) volume recorde de comercialização de soda cáustica líquida, compensando em parte a redução do volume de vendas de PVC no ano.

Desempenho operacional e autoprodução de energia

A utilização média de eletrólise da capacidade instalada de produção no 4T25 foi de 81% no Brasil, nível similar ao 3T25, com destaque para o desempenho das plantas de Santo André e Camaçari, compensando os efeitos das atividades preparatórias em Cubatão à substituição tecnológica programada para março/2026 (tecnologia de mercúrio foi descontinuada em dez/2025). A utilização média para a indústria química em geral no Brasil foi de 59%, 5 p.p. abaixo do ano anterior, reflexo, entre outros fatores, da pressão do fluxo de importações de produtos químicos no Brasil.

A empresa manteve sua matriz de custos competitiva, com austeridade de gastos fixos e captura de ganhos recorrentes equivalente a R$ 67 milhões em 2025 versus 2024, oriundos de série de iniciativas implementadas ao longo de 2024 e 2025.

O consumo de energia limpa de autoprodução (eólica e solar) nas plantas do Brasil atingiu 68% no trimestre, afetado negativamente pelo curtailment determinado pela ONS, porém 5p.p. acima da média do 3T25.

Avanço estratégico e de sustentabilidade

Casa dos Ventos

A empresa, através de sua controlada Unipar Indupa do Brasil, celebrou um PPA para aquisição de 33 MW médios com vigência de 15 anos e início de suprimento estimando para 2028. Neste contexto, ocorre a criação de joint venture com o grupo Casa dos Ventos com direito de adquirir participação acionária no Complexo Paraíso Solar (MS), o que contribui para o modelo de sua autoprodução.

Energia de Autoprodução

Os três projetos de energia renovável em que a Unipar possui parceria – Complexo Eólico Tucano, Complexo Lar do Sol e Complexo Eólico Cajuína – atingiram volume médio de energia de autoprodução equivalente a 68% do consumo nas plantas de Cubatão e Santo André no Brasil no 4T25, 5 p.p. acima da média do 3T25. e ainda afetado pelo curtailment definido pela ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). No comparativo anual, a autoprodução média foi de 60% vs. 53% em 2024.