Educação

Volta às aulas: “Preço de material escolar pode variar até 276%”

Legenda da foto: Preço dos cadernos podem variar 7,86% (Foto: PMSA)

Além dos tradicionais impostos pagos no início de ano, janeiro também é o mês de comprar material escolar. Pais e mães munidos da extensa lista de itens divulgada pelas escolas saem à procura dos melhores preços.  

   Mas, este ano, mesmo pesquisando, será difícil encontrar itens baratos. Segundo análise do Presidente Executivo da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), Sidnei Bergamaschi, os materiais escolares enfrentam elevada carga tributária no Brasil. “Em alguns casos, o valor de determinados itens exigidos pelas escolas pode ter até 50% de seu custo relacionado a impostos, o que resulta em um impacto significativo no orçamento das famílias”, disse. 

   Para este ano, a ABFIAE estima um aumento previsto de 3% a 6% nos itens. “Esse aumento é decorrente de fatores como a inflação anual, o aumento dos custos de mão de obra e de produção para os fabricantes. E para os importadores, além da inflação anual, ocorreu também um impacto de um dólar mais alto no momento das importações anuais”, analisa Bergamaschi.  

   Segundo levantamento do Procon-SP, divulgado dias atrás, a variação de preço dos materiais pode chegar à 280%. Segundo o estudo, o preço de uma caneta esferográfica de uma determinada marca pode variar até 276% dependendo da papelaria onde ela for comprada. Outros itens da lista escolar também variaram positivamente segundo o estudo, como cadernos (7,86%), tesoura sem ponta (7,52%), régua plástica 30cm (4,88%), lápis de cor (4,76%), lapiseira (4,44%), borracha (4,03%), massa de modelar (1,79%).  

   O Procon Santo André alerta que a lista de material escolar deve conter apenas itens de uso individual do aluno. Segundo o órgão, é considerada prática abusiva a exigência de materiais de uso coletivo, como produtos de limpeza, papel para uso administrativo, copos descartáveis ou itens destinados à manutenção da escola. 

Reaproveitamento  

   Com preços em alta, a solução pode ser reaproveitar o que já tem. Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro, levantou dados sobre como as famílias brasileiras estão se organizando para a volta às aulas de 2026.    

   O resultado foi: oito em cada dez brasileiros com filhos em idade escolar pretendem reaproveitar os materiais do ano passado. Segundo o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, o comportamento das famílias revela mais planejamento do que desespero. “As famílias estão ficando mais ‘profissionais’ em lidar com orçamento curto”, afirma. 

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