
O Brasil celebrou, na terça (24), 94 anos do voto feminino. Conquistado em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, o direito permitiu às mulheres não apenas votar, mas também concorrer a cargos eletivos, avanço histórico na participação feminina na política e na democracia.
A luta pelo voto feminino no país começou a ganhar forma no fim do século XIX. Em 1881, a Lei Saraiva reformou o sistema eleitoral e permitiu o alistamento de brasileiros com título científico. Com base nessa brecha, a dentista Isabel de Souza Matos acionou a Justiça para garantir o direito de votar, tornando-se uma das primeiras mulheres a desafiar formalmente a exclusão feminina das eleições
O primeiro voto feminino foi registrado em 1933, e a Constituição de 1934 consolidou oficialmente o direito ao voto para mulheres em todo o país.
A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) possui 94 deputados estaduais, dos quais apenas 25 são mulheres. No ABC, dos sete deputados estaduais, apenas duas são mulheres: Ana Carolina Serra (Cidadania) e Carla Morando (PSDB), e ambas, em suas redes sociais, comentaram sobre os 94 anos da conquista para as mulheres.
Ana Carolina Serra (Cidadania)

“Há 94 anos, as mulheres brasileiras conquistaram o direito ao voto, porque foram mulheres que ousaram dizer: ‘Nós também temos voz’ (…) Não é só um voto, é a certeza de que a gente não volta mais para o silêncio (…) Não aceitamos menos do que merecemos. Não é só um voto, é a certeza de que a gente não volta mais para o silêncio”, disse Ana Carolina Serra, em vídeo.
A deputada também comentou que a palavra “feminismo” tem sido deturpada do seu verdadeiro significado. “Muita gente ainda não entende o que é feminismo. Essa palavra foi deturpada, arrastada para guerra ideológica, mas o que a gente luta aqui é por direitos iguais. Ninguém quer ser mais do que ninguém, a gente quer poder andar na rua sem medo. A gente quer salário igual, para trabalho igual. O direito ao voto das mulheres veio carregado de esperança. Ele veio de uma possibilidade real de representar quem é a maioria no país”, afirmou.
Carla Morando (PSDB)

“Celebramos uma data histórica para todas nós. Foi um marco de coragem, mobilização e transformação. Como mulher e deputada estadual, sigo trabalhando para ampliar oportunidades, fortalecer políticas públicas e garantir que mais mulheres tenham voz, respeito e representatividade. Que essa data nos lembre da nossa força, da nossa capacidade e da importância de nunca retroceder”, escreveu a deputada.













