Compra de produtos em anúncios falsos postados em redes sociais foi uma das principais fraudes
Com o avanço das tecnologias, onde se realiza qualquer transação financeira com apenas um clique no celular, os golpes financeiros também se popularizam. A cada dia surgem novas tentativas de golpe, que exigem do consumidor atenção e cuidado constantes.
Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, 50% dos entrevistados sofreram alguma fraude ou alguma tentativa de fraude em instituições financeiras nos últimos 12 meses que antecederam a pesquisa, o que representa, aproximadamente, 18,8 milhões de consumidores.

(Foto: Marcelo Camargo/A.Brasil)
Alguns golpistas podem roubar, além de dinheiro, identidade, documentos, dados pessoais e até o acesso a contas de redes sociais para, com isso, aplicar novos golpes. Segundo a pesquisa, o principal tipo de golpe foi o pagamento adiantado de um benefício ou bem, que nunca recebeu (7%), seguido por golpes de transferência de dinheiro para compra de produtos em anúncios falsos postados em redes sociais clonadas de amigos e/ou conhecidos (6%); transferências de dinheiro para falsos conhecidos (5%); invasão de contas em lojas online e compra com o cartão cadastrado (5%) e clonagem de cartões (4%).
“A ascensão dos bancos digitais eliminou as filas, mas também eliminou o tempo de reflexão que existia nas transações presenciais. Hoje, uma fraude acontece em segundos porque o sistema é feito para ser instantâneo. Essa nova realidade demanda um ‘freio de segurança’ por parte do consumidor”, alerta o presidente da CNDL, José César da Costa.
As abordagens mais comuns de aproximação dos criminosos foram o envio de links falsos para pagamento de produtos (17%), seguidos por boletos falsos de contas de consumo, como luz e celular (9%), e tentativas de indução ao PIX por alguém se passando por um conhecido (6%).
O presidente da CNDL ressalta a importância de se proteger e estar sempre atento a links e mensagens suspeitas. “Não é sobre ser contra a tecnologia, mas sobre entender que a mesma palma da mão que faz um Pix em dois cliques, também pode entregar todo o seu patrimônio se você não tiver camadas de proteção e um olhar atento a links e mensagens suspeitas”, afirma.
O estudo mostrou ainda que quase metade dos entrevistados reagem com cautela, onde 49% desconfiam de contatos estranhos, ligações de números de outros estados ou mensagens de pessoas não reconhecidas. 45% suspeitam de promessas de “dinheiro fácil”, 42% desconfiam de ofertas de produtos e serviços com preços muito abaixo do mercado e 42% não acessam sites que não consideram confiáveis.














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