A janela partidária terminou, na sexta (3) de abril, e com ela, o prazo para deputados federais, distritais e estaduais mudarem de legenda sem o risco de perda do mandato, por infidelidade partidária. Já os senadores podem mudar a qualquer tempo. A janela foi aberta em 5 de março, cerca de 30 dias antes da data final para a troca de partido.
Pelo menos 122 do total de 513 deputados trocaram de partido, o que corresponde a cerca de 22% das cadeiras. A sigla que mais atraiu parlamentares foi o Podemos, cujo presidente é a deputada federal Renata Abreu (SP), foram 11 novos membros. O partido, agora, conta com 27 deputados federais.
O PL, de Valdemar Costa Neto e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conseguiu recompor a bancada. A sigla elegeu 99 deputados em 2022, mas foi perdendo quadros ao longo dos anos, chegando a cair para 87 deputados. Agora, conseguiu atrair 11 parlamentares, somando 98. O PSD de Gilberto Kassab e do ex-governador de Goiás e presidenciável, Ronaldo Caiado, ficou estável, perdendo 15 deputados e atraindo 15. Sua bancada ficou com 49 integrantes.
O PSDB, do ex-prefeito de Santo André e presidente estadual da sigla, Paulo Serra, registrou 18 novos integrantes. Já o PDT, de Carlos Lupi, perdeu 8 deputados e teve sua bancada encolhida para 9 membros. O Republicanos, do governador Tarcísio de Freitas, passou de 44 para 43 parlamentares.
A base do presidente Lula (PT) permaneceu estável. O PT não registrou nenhuma saída de parlamentares, mas não recebeu novos membros, permanecendo com 67 deputados federais. Os demais partidos que compõem a federação com a legenda, o PV e o PCdoB, ganharam um deputado cada. Atualmente, essa aliança, que faz as legendas atuarem como uma só na eleição, conta com 82 cadeiras na Câmara dos Deputados. O PSB passou de 16 para 17 parlamentares.
Já o prazo para agentes públicos que vão participar das eleições deixarem seus cargos terminou no sábado (4). A regra é chamada de desin-compatibilização e vale para governadores, prefeitos e ministros de Estado que pretendem se candidatar no pleito de outubro. Com o fim do prazo, 11 governadores deixaram suas funções para disputar outros cargos.
Nove governadores saíram do cargo e pretendem disputar uma vaga no Senado. São eles: Gladson Cameli (PP-AC); Wilson Lima (União-AM), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES); Mauro Mendes (União-MT); Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB) e Antonio Denarium (PP-RR). O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) também renunciou ao mandato para disputar uma cadeira no Senado. No entanto, Castro foi condenado à inelegibilidade até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dessa forma, ele deverá disputar o cargo sub judice.
Nove governadores vão disputar a reeleição e podem continuar nos cargos: Clécio Luís (União-AP); Jerônimo Rodrigues (PT-BA); Elmano de Freitas (PT-CE); Eduardo Riedel (PP-MS); Raquel Lyra (PSD-PE); Rafael Fonteles (PT-PI); Jorginho Mello (PL-SC); Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Fábio Mitidieri (PSD-SE).
Sete governadores decidiram completar o mandato e não renunciaram para disputar algum cargo nas eleições. Eles já cumpriram dois mandatos consecutivos. São eles: Paulo Dantas (MDB-AL); Carlos Brandão (Sem partido-MA); Ratinho Junior (PSD-PR); Fátima Bezerra (PT-RN); Eduardo Leite (PSD-RS), Marcos Rocha (PSD-RO) e Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO).
Com o fim da janela partidária, o calendário das eleições de 2026 avança para etapas decisivas, que incluem a definição de candidaturas, início da campanha e organização do eleitorado. A partir de 4 de julho, passam a valer restrições a agentes públicos, como limitações em nomeações e participação em inaugurações. As convenções partidárias, que oficializam candidaturas e coligações, estão previstas entre 20 de julho e 5 de agosto, com prazo final de registro até 15 de agosto.
A campanha eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, com possível segundo turno no dia 25.












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