Mineirinho estará no STU Superstars neste sábado (19), em São Paulo

(Foto: Julio Detefon / STU)
O Vale do Anhangabaú, em São Paulo, será palco, neste sábado (19) e domingo (20) do Pro Tour STU. Além de mais uma etapa das modalidades Skate Vertical e Mini Ramp Pro Attack, lendas do VERT se apresentam em nova edição do STU Superstars. Ícone do skate, o andreense hexacampeão mundial de skate vertical e uma das primeiras gerações a andar nesta rampa clássica, Sandro Dias, o Mineirinho, 51 anos, narra a história que está próxima de entrar no programa olímpico.
A primeira edição do STU Superstars aconteceu em março, em Porto Alegre, espetáculo que mostrou um saudosismo de skatistas ainda em atividade e um frenesi dos espectadores, impressionados com o que presenciaram. Agora, na apresentação na capital paulista, estarão ao lado de Mineirinho a brasileira Karen Jonz (42), o dinamarquês Rune Glifberg (52) e os americanos Andy Macdonald (53), Mike Frazier (54) e Allysha Le (30), grupo seleto de gigantes que voam.
“Sou muito grato ao STU por esse reconhecimento ao VERT e à minha geração, por tudo que a gente fez pelo skate. Fico feliz com essa homenagem. Apesar de não competirmos mais, ainda andamos regularmente. Houve uma época em que os eventos e o interesse pelo Vertical diminuíram, mas hoje em dia voltou muito forte. No Brasil mesmo, temos dois circuitos acontecendo. Nos Estados Unidos, o evento do Tony Hawk (Tony Hawk’s Vert Alert) já vai para o sexto ano”.
Mineirinho e todos os skatistas do Vertical costumam dizer que a modalidade é a que revela o maior show de skate ao público, que tem fácil entendimento do que está acontecendo ali. O curioso é que a história de Sandro Dias no esporte nem começou sobre o shape, e sim em cima de uma bicicleta. Mas o mesmo ambiente em que já vivia, com o tempo, levou aquele menino de apenas 10 anos a seguir o caminho que o consagraria como um dos maiores da história.
“Minha geração e a do Bob (Burnquist) foi a terceira geração do skate no Brasil. Pouca gente sabe, mas, antes de andar de skate, eu andava de bicicleta, em 1985. Participava de competições de cross country e até em halfpipes. Até que, no mesmo ano, começava uma febre entre as crianças de ganhar skate de brinquedo. Pedi um de Natal para os meus pais e passei a frequentar os mesmos lugares onde já andava de bike”, recordou, quatro décadas depois.
Sandro Dias chegou a ser campeão brasileiro de Street
Sandro morava em Santo André, mas começou a se familiarizar com o skate em um bowl antigo em São Bernardo, também no ABC paulista. Na mesma época, porém, era construída uma rampa de Vertical na sua cidade. E também andava pelas ruas, base para todo skatista. Inclusive, ele foi campeão brasileiro de Street em 1988, aos 13 anos. Já se mostrava um skatista overall, completo e versátil, aquele que anda com nível, estilo e facilidade tanto em obstáculos quanto em transições.
“Naquela época não tinha muito essa divisão de modalidades. Competíamos em todos os eventos que aconteciam. A gente queria se divertir. Tinha Street, todo mundo participava. Tinha bowl, todo mundo participava. Tinha VERT, todo mundo participava. Os skatistas não se especializavam em uma modalidade. Era tudo ainda muito pequeno na época. Então, foi assim que o VERT entrou na minha vida, e meus principais feitos e títulos na carreira vieram com ele”.
Ele lembra que foi quando a modalidade Park se consolidou, e anos depois até se tornou olímpica, que muitos automaticamente fizeram a migração, com a diminuição de eventos e da procura pelo Skate Vertical. Hoje, Sandro Dias vibra com a possibilidade de também entrar no programa dos Jogos Olímpicos. Ele sabe que há as questões de quantidade de países e praticantes envolvidos, e em ambos os gêneros, mas está confiante de que tudo dará certo.
“Sei que haverá uma demonstração do Vertical nos Jogos de Los Angeles, em 2028. O Tony Hawk mesmo, que é americano, tem feito um trabalho muito forte nos bastidores para fazer acontecer. E eu espero que seja aceito de vez e que já entre como mais uma modalidade em Brisbane, em 2032. Seria a felicidade completa para toda família do skate. Por tudo que sempre lutamos e batalhamos, geração a geração”, desabafou a lenda Sandro Dias.














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