Negócios

Número de empresas optantes pelo Simples Nacional cresce 213% em dez anos no ABC

Em agosto de 2016, a região possuía 88,2 mil micro e pequenas empresas e, em agosto deste ano, o número saltou para 276,2 mil
(Foto: Marcello Casal Jr. / A.Brasil)

   O número de empresas optantes pelo Simples Nacional no ABC aumentou 213% em dez anos. Em agosto de 2016, a região possuía 88,2 mil micro e pequenas empresas e, em agosto deste ano, o número saltou para 276,2 mil, de acordo com dados da Receita Federal.

   No país, comparando dados de 2015 com 2025, o número de empreendedores formais aumentou 41%. Eram 7,45 milhões de empresas com CNPJ em 2015 e 10,5 milhões em 2025, segundo a pesquisa “Empreendedorismo Informal Sob a Ótica da PNAD Contínua”, realizada pelo Sebrae.

   No mesmo período, o empreendedorismo informal no país registrou um crescimento menor, de 6%, com o número de empresas sem CNPJ passando de 18,6 milhões para 19,7 milhões.

   O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, destaca o Simples Nacional como um marco para os empreendedores. “O Simples Nacional foi um marco no empreendedorismo no Brasil. A partir dele, e com os aprimoramentos que foram feitos ao longo dos últimos anos, abrir o próprio negócio tornou-se uma atividade mais atrativa e bem menos desafiadora. Com isso, cada vez mais empreendedores decidem abrir sua empresa por oportunidade, e não por necessidade”, afirma.

   Segundo o levantamento do Sebrae, no segmento formal há predominância de pessoas brancas (60,5%), enquanto nos negócios informais, os donos são majoritariamente homens (67%) e pessoas negras (60%).

   A busca do próprio negócio pelo caminho da informalidade também acompanha o envelhecimento da população: a faixa etária de 60 anos ou mais teve o maior avanço no setor informal, subindo de 12% para 16% em dez anos.

   A pesquisa ainda destaca que mais da metade dos donos de negócios sem CNPJ (54%) é chefe de família, o que posiciona o empreendimento informal como a principal fonte de sustentabilidade do domicílio. Dos empreendedores informais, 60% trabalha sem um local fixo e 80% não faz qualquer contribuição para a Previdência Social.